
O prefeito Silvio Mendes (União Brasil) voltou a se pronunciar sobre a crise do transporte coletivo em Teresina, destacando que o problema exige “paciência, cautela e realismo” por parte da gestão e da população. Em entrevista nesta semana, o gestor criticou propostas populistas e reiterou a complexidade do tema, que, segundo ele, não afeta apenas a capital piauiense, mas é uma realidade em diversas cidades brasileiras e até internacionais.
Apesar de reconhecer que o contrato com o consórcio que opera o transporte público na capital pode ser revisto, Silvio defendeu que essa discussão deve ser feita com responsabilidade, sem apelos políticos ou decisões precipitadas. Ele também aguarda um relatório técnico do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que deve embasar novas medidas estruturantes para o setor.
Leia também:
O prefeito alertou ainda para o entusiasmo em torno dos ônibus elétricos, afirmando que, embora sejam uma alternativa moderna, não podem ser encarados como solução definitiva. Ele sugeriu uma combinação entre tecnologias tradicionais e novas, acompanhada de um redesenho do plano diretor de mobilidade da cidade.
Outro ponto abordado foi o impacto financeiro das gratuidades no sistema. Atualmente, segundo Silvio Mendes, cerca de 20% dos usuários utilizam o transporte sem pagar passagem, o que compromete a sustentabilidade econômica do serviço.
Reunião nacional para debater soluções
Em busca de alternativas de médio e longo prazo, Silvio Mendes confirmou a participação de Teresina em uma reunião nacional com representantes de 21 regiões metropolitanas, o Ministério das Cidades e o BNDES, marcada para a próxima segunda-feira (9). O encontro pretende debater medidas conjuntas e financiamento federal para reestruturação do transporte urbano.



