
O comércio entre Brasil e Estados Unidos alcançou um novo marco histórico no primeiro trimestre de 2025, com uma corrente comercial de US$ 20 bilhões, segundo dados divulgados pela Amcham Brasil. Esse valor representa um crescimento de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo o maior já registrado para o trimestre desde o início da série histórica.
Mesmo diante do aumento das tarifas norte-americanas sobre produtos como aço e alumínio, a relação bilateral segue robusta. As exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 9,65 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 10,3 bilhões, resultando em um déficit de US$ 654 milhões para o Brasil.
Entre os destaques da pauta de exportação estão o suco (alta de 74,4%), carne bovina (111,8%) e café não torrado (34%). Aeronaves e produtos semielaborados de ferro ou aço também registraram crescimento expressivo. Já nas importações, prevaleceram bens de alto valor agregado como máquinas, medicamentos e petróleo bruto, cuja compra cresceu 78,3%.
A Amcham Brasil enfatizou que o resultado evidencia a força da parceria comercial entre os países e reforçou a importância de um ambiente de negócios estável, com diálogo entre os setores público e privado.
Apesar das turbulências provocadas pelo “tarifaço” do governo Trump, que impôs sobretaxas inclusive ao Brasil, os Estados Unidos mantêm-se como principal destino das exportações industriais brasileiras, agora representando 18,1% do total.
Informações do Alexandro Martello, G1 — Brasília



