Teresina quarta-feira, 15 julho, 2026

Operação Chip Falso prende 10 suspeitos de clonar WhatsApp e invadir contas bancárias; grupo fez mais de 50 vítimas

Foto: SSP-PI

A Polícia Civil do Piauí deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Chip Falso, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por fraudes eletrônicas, invasão de sistemas e clonagem de linhas telefônicas. A ação ocorreu em Teresina e resultou na prisão de 10 pessoas. Outros cinco investigados seguem sendo procurados.

Coordenada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), a operação cumpriu 30 mandados judiciais, entre prisões preventivas e buscas e apreensões. Durante as diligências, foram recolhidos celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos que passarão por perícia para auxiliar na continuidade das investigações.

Esquema utilizava golpe conhecido como SIM Swap

As investigações apontam que o grupo aplicava o golpe conhecido como SIM Swap, modalidade em que criminosos conseguem transferir ilegalmente o número de telefone de uma vítima para um chip sob seu controle.

Com acesso à linha telefônica, os suspeitos recebiam códigos de autenticação enviados por SMS e conseguiam assumir contas bancárias, clonar perfis no WhatsApp, realizar transferências financeiras, efetuar compras com cartões de crédito e aplicar golpes utilizando a identidade das vítimas.

Entre os crimes investigados estão pedidos falsos de dinheiro enviados a familiares e amigos, além da utilização da linha telefônica para acessar diversos serviços digitais.

Central de operações funcionava em Teresina

Segundo a Polícia Civil, a organização mantinha uma base de operações em uma residência localizada no bairro Monte Castelo, na zona Sul de Teresina. No imóvel, eram utilizados documentos falsificados, CPFs, dados biométricos e imagens manipuladas para viabilizar as fraudes.

A investigação também identificou o uso de selfies biométricas alteradas e imagens geradas com inteligência artificial para tentar burlar sistemas de reconhecimento facial utilizados por operadoras de telefonia e instituições financeiras.

Vítimas em três estados

Até o momento, a Polícia Civil identificou mais de 50 vítimas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina, mas acredita que esse número possa ser ainda maior.

Os aparelhos eletrônicos apreendidos durante a operação serão analisados para identificar novas vítimas, possíveis comparsas e a movimentação financeira da organização criminosa.

Alerta à população

A Polícia Civil orienta que usuários fiquem atentos caso o celular perca o sinal da operadora de forma repentina e sem explicação, já que esse pode ser um dos principais indícios de uma fraude do tipo SIM Swap.

Nessas situações, a recomendação é entrar imediatamente em contato com a operadora para verificar se houve troca de chip ou transferência da linha sem autorização. Também é importante monitorar movimentações bancárias, alterações cadastrais e tentativas de recuperação de senhas não solicitadas.

O caso segue sob investigação do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos.