Teresina terça-feira, 26 maio, 2026

Mulher investigada por atuar como “falsa advogada” morre em penitenciária de Teresina

Mulher investigada por atuar como “falsa advogada” morre em penitenciária de Teresina/Reprodução

A detenta Lucila Meireles Costa, de 42 anos, morreu na última sexta-feira (22) após passar mal enquanto estava presa na Penitenciária Feminina Gardênia Gomes Lima Amorim, localizada no bairro Santo Antônio, na zona Sul de Teresina. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Justiça do Piauí (Sejus).

Segundo informações preliminares, Lucila apresentou complicações de saúde ainda dentro da unidade prisional. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu. Até o momento, a causa oficial da morte não foi divulgada.

De acordo com relatos, a investigada enfrentava problemas psicológicos e apresentava dificuldades para se alimentar nos últimos dias.

Prisão aconteceu durante operação policial

Lucila havia sido presa no dia 20 de fevereiro de 2026, no Centro de Teresina, durante a Operação Erga Omnes, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas com apoio da Polícia Civil do Piauí.

As investigações apontavam que ela atuava como “falsa advogada” e integrava um esquema criminoso responsável por acessar ilegalmente processos sigilosos da Justiça amazonense.

Segundo a Diretoria de Operações Policiais (DEOP), Lucila utilizava de forma indevida o token de acesso pertencente a uma advogada regularmente inscrita na OAB do Amazonas. Com o dispositivo, ela conseguia acessar informações restritas e antecipar decisões judiciais que favoreciam integrantes da organização criminosa investigada.

Esquema envolvia corrupção e lavagem de dinheiro

A operação também investigava crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção de servidores públicos no sistema judiciário do Amazonas.

Durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva, os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos, anotações e o token utilizado para acessar os processos sigilosos.

Relatórios de inteligência financeira identificaram movimentações bancárias consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, além de transferências suspeitas entre empresas de fachada e integrantes do grupo criminoso.

De acordo com a polícia, a organização investigada teria movimentado cerca de R$ 70 milhões por meio de empresas utilizadas para facilitar a compra e distribuição de drogas.

Após ser presa e interrogada, Lucila foi encaminhada ao sistema prisional do Piauí, onde permanecia à disposição da Justiça do Amazonas aguardando possível transferência.