
A Polícia Civil do Piauí finalizou o inquérito que apura o assassinato de Gustavo Soares Carvalho, de 21 anos, encontrado morto e parcialmente carbonizado em março deste ano, na zona Sul de Teresina. O caso, de extrema violência, revelou a atuação de facções criminosas rivais e resultou no indiciamento de quatro suspeitos, incluindo dois adolescentes.
Segundo a investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Gustavo foi espancado e depois teve o corpo incendiado em uma grota no bairro Três Andares. O local do crime fica às margens da Avenida Celso Pinheiro, em uma área de mata fechada. A vítima estava seminua, com graves lesões no rosto, pescoço e uma perfuração na cabeça. A perícia apontou que o corpo já estava em estado avançado de decomposição quando foi encontrado.
Facções criminosas e execução brutal
Os principais autores do crime foram identificados como Michael Rodrigues de Freitas e Mateus Vinícius Ribeiro dos Santos, conhecido como “Pé de Porco”. Ambos foram indiciados por homicídio qualificado, organização criminosa e corrupção de menores. Outros dois adolescentes participaram da execução, entre eles João Emanuel Fernandes de Sousa, que morreu em confronto com a Polícia Militar no mês seguinte.
As autoridades confirmaram que os acusados são integrantes de uma facção criminosa atuante na região e que a motivação do crime foi a suposta ligação da vítima com um grupo rival. Ainda segundo o DHPP, os mesmos suspeitos estariam envolvidos em outro homicídio recente, o de Carlos Alexandre, morador da Vila da Guia, também em Teresina.

Apesar de ter sido morto por ligação com uma facção adversária, Gustavo também possuía antecedentes criminais. Ele chegou a ser preso anteriormente por participação no sequestro de uma motorista de aplicativo, caso que ainda está em trâmite no Ministério Público.
Conexão com morte de policial

João Emanuel, um dos adolescentes envolvidos no assassinato de Gustavo, também era investigado por outro crime de grande repercussão: a morte do sargento Antônio Elenilton, executado em uma emboscada no mês de abril, na frente da própria academia, na zona Sudeste da capital.
Na tentativa de prender os envolvidos na morte do PM, equipes do Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI) localizaram João Emanuel e outro suspeito no bairro Ininga, zona Leste de Teresina. Durante a abordagem, houve troca de tiros. João foi baleado, socorrido, mas não resistiu. O comparsa, de 19 anos, foi preso e levado ao DHPP. Duas armas foram apreendidas, sendo uma delas a pistola do sargento Elenilton.
Com o inquérito concluído, os indiciados agora aguardam o andamento judicial do caso.



