
Lucélia Maria da Conceição, de 53 anos, compareceu à audiência de custódia nesta segunda-feira (17), após ser acusada de envenenar os irmãos Ulisses Gabriel da Silva, de 8 anos, e João Miguel da Silva, de 7 anos, em um caso ocorrido no ano passado, em Parnaíba. A defesa de Lucélia, representada pelo advogado Sammai Cavalcante, afirma que não há provas suficientes para sustentar a condenação da cliente.
O advogado de Lucélia Maria da Conceição avaliou a audiência de forma positiva, elogiando o trabalho do delegado, da juíza e do promotor. Ele ressaltou que a defesa aguarda a fase das alegações finais para que a inocência de Lucélia seja confirmada.
Relembre o caso

Lucélia foi presa em flagrante em agosto de 2024, após os irmãos Ulisses e João Miguel passarem mal e serem hospitalizados. Ulisses faleceu no mesmo mês, e João Miguel em novembro. Inicialmente, Lucélia foi acusada de ter envenenado as crianças com cajus contaminados, mas um laudo do Instituto de Criminalística descartou a presença de veneno nos frutos.
Apesar da exclusão dessa evidência, a acusação continuou, baseada na presença do pesticida terbufós, um veneno altamente tóxico, encontrado nos corpos dos meninos e na residência de Lucélia. O inquérito foi concluído em outubro de 2024, com a acusação de homicídio qualificado e tentativa de homicídio.
Novas revelações

As investigações avançaram, e outros suspeitos, Francisco de Assis e Maria dos Aflitos, foram apontados como os principais responsáveis pelos envenenamentos que vitimaram oito pessoas, sete da mesma família, em Parnaíba. Francisco teria colocado o pesticida terbufós em um suco e distribuído às vítimas, tentando desviar a atenção para Lucélia.
A defesa de Lucélia acredita que a verdade sobre sua inocência será confirmada em breve. A fase final do processo ainda depende das alegações finais, mas Sammai Cavalcante expressou otimismo quanto ao encerramento do caso.



