Teresina sexta-feira, 5 junho, 2026

Tratador morto por leões na Tailândia sofreu lacerações graves, mas não foi devorado; órgãos foram preservados, revela autópsia

Um funcionário de 58 anos do Safari World, zoológico localizado em Bangkok, na Tailândia, morreu após ser atacado por uma alcateia de leões dentro do parque na quarta-feira (10). O caso ganhou novos detalhes com a conclusão da autópsia, divulgada na última quinta-feira (11) pelo Instituto de Medicina Legal da Polícia.

Segundo testemunhas, o funcionário Jian Rangkharasamee, tratador de animais do zoológico, entrou no recinto dos leões fora do protocolo de segurança, deixando o veículo de proteção. Um leão o derrubou por trás e cerca de seis felinos se uniram ao ataque, que durou aproximadamente 15 minutos. Turistas tentaram afastar os animais com gritos e buzinas, mas não obtiveram sucesso.

Jian foi resgatado e levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Resultado da autópsia

O laudo apontou múltiplas lacerações e três ferimentos fatais:

  • Fratura no pescoço;

  • Lesão grave na traqueia;

  • Ruptura na coxa atingindo artérias e veias, provocando hemorragia contínua.

Os órgãos internos estavam intactos, levando os peritos a concluir que os leões não tinham intenção de comer o funcionário, mas atacaram por instinto territorial ou agressividade.

Medidas do zoológico e investigação

O Safari World, que mantém 32 leões licenciados, anunciou reforço das medidas de segurança:

  • Instalação de câmeras nos veículos da equipe;

  • Barreiras de aço adicionais;

  • Equipamentos de proteção mais rigorosos.

A ala de vida selvagem do zoológico permanece fechada por determinação do Departamento de Parques Nacionais, enquanto a investigação segue em andamento.

Especialistas e ONGs alertam para os riscos de manter animais selvagens em contato próximo com humanos. A PETA defendeu a transferência dos leões para santuários, e a Wildlife Friends Foundation Thailand cobrou mudanças nos protocolos de manejo, lembrando que, mesmo em cativeiro, leões continuam predadores.

O incidente é o primeiro ataque fatal registrado no Safari World em 40 anos, e especialistas acreditam que o caso deve servir de alerta para a segurança em zoológicos e parques com animais selvagens.

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