Teresina sexta-feira, 6 março, 2026

Prefeitura de Teresina enfrenta crise financeira: Irregularidades nos recursos da folha de pagamento

Palácio da Cidade, no Centro de Teresina/Foto: Reprodução

A Prefeitura de Teresina está enfrentando uma grave crise financeira nos últimos dias da atual gestão, marcada por suspeitas de desvio de recursos e manobras para transferir dívidas à próxima administração, que será comandada por Sílvio Mendes a partir de 2 de janeiro de 2025. Segundo documentos obtidos pelo Portal AZ, a situação envolve a folha de pagamento dos servidores municipais e um possível rombo de R$ 60 milhões.

Durante uma reunião entre representantes de diversas secretarias, incluindo o secretário executivo da Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos (SEMA), Victor Coutinho Leal, e a secretária de Finanças, Mônica Gardênia Brito Galvão, foi decidido que o pagamento de 1/3 das férias coletivas do magistério, inicialmente previsto para este ano, será transferido para o início de janeiro de 2025. Essa manobra coloca a responsabilidade sobre a nova gestão, que já herdará uma capital em situação financeira precária.

Risco de não pagamento e redução dos salários

Além disso, a prefeitura planeja dividir a folha de pagamento em duas partes, previstas para os dias 30 e 31 de dezembro, mas enfrenta a possibilidade de que os salários não sejam depositados devido ao feriado bancário. O valor total da folha chega a R$ 19 milhões. O documento também menciona a retirada de gratificações, horas extras e outros direitos dos servidores, o que resultaria em uma redução de R$ 20 milhões no total pago aos funcionários.

Outro ponto crítico é o não recolhimento de R$ 10 milhões referentes à previdência dos servidores, o que agrava ainda mais a situação financeira e pode gerar problemas futuros para o município.

Denúncias de desvio e irregularidades

O documento levantou preocupações sobre o destino dos R$ 40 milhões previstos para serem pagos até o final de dezembro. Há o temor de que esses recursos possam ser desviados para outros fins antes que a próxima gestão assuma o controle das finanças. Além disso, três pessoas que não fazem parte das áreas responsáveis pela administração, finanças, educação ou saúde estavam presentes na reunião, o que gerou questionamentos sobre a legalidade e a transparência das decisões tomadas.

A crise financeira da prefeitura de Teresina levanta suspeitas sobre possíveis crimes, como desvio de recursos e facilitação indevida, deixando a população preocupada com o futuro da capital e com os impactos dessas ações nos servidores e nas contas públicas.

A nova gestão de Sílvio Mendes enfrentará grandes desafios a partir de janeiro, herdando dívidas e um cenário de incertezas financeiras que pode comprometer a administração municipal.

Arquivo do despacho SEIPMT