Teresina segunda-feira, 31 agosto, 2026

Concurso em Altos: homem é preso suspeito de alterar nome e tentar passar respostas para candidata

Homem foi preso com suposto gabarito e nome falso
Foto: Reprodução

Um homem de 62 anos, identificado como Francisco Carlos Alcântara Santiago, foi preso em flagrante durante a aplicação do concurso público da Prefeitura de Altos, no Piauí. Segundo a Polícia Civil, ele é suspeito de ter participado da prova com o objetivo de repassar respostas para outra candidata.

A prisão aconteceu no sábado (29), primeiro dia de aplicação da prova objetiva, em uma escola pública do município, localizado a cerca de 40 quilômetros de Teresina.

Conforme a investigação, Francisco teria alterado o próprio nome no cartão de inscrição, acrescentando a letra “V” e passando a utilizar o nome “VFrancisco”. A suspeita é de que a mudança tenha sido feita para que ele permanecesse na mesma sala de prova que a candidata que supostamente seria beneficiada.

A irregularidade foi identificada após os responsáveis pela aplicação do concurso perceberem uma divergência entre o nome apresentado no cartão de inscrição e os dados do documento oficial apresentado pelo candidato.

Suspeito teria admitido intenção de repassar respostas

Durante a audiência de custódia, realizada no domingo (30), o Ministério Público do Piauí informou que Francisco teria admitido que pretendia repassar as respostas da prova para outra candidata.

Segundo a investigação, a participante também teria realizado uma alteração semelhante no cadastro, acrescentando a letra “V” ao nome. Apesar disso, os documentos oficiais apresentados pelos dois estavam com os dados corretos.

A suspeita é de que a estratégia tivesse como objetivo colocar os dois na mesma sala durante a realização do concurso e facilitar o eventual compartilhamento das respostas.

Anotações com possíveis respostas são apreendidas

Durante a ocorrência, a polícia apreendeu papéis contendo números de 1 a 50 e anotações que seriam possíveis respostas das questões da prova objetiva.

Também foi localizada uma caneta adaptada com fita adesiva, além de cartões de inscrição que apresentavam divergências nos nomes.

Os materiais foram recolhidos e passaram a integrar a investigação que apura uma possível tentativa de fraude no concurso.

Prisão foi convertida em preventiva

Após a audiência de custódia, a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva. O Ministério Público defendeu a manutenção da prisão e apresentou os materiais apreendidos durante a abordagem.

A Polícia Civil também apura uma possível prática de falsidade ideológica, relacionada à alteração dos dados no cartão de inscrição, além da suspeita de fraude em certame de interesse público.

De acordo com a polícia, Francisco possui antecedentes relacionados a supostas tentativas de fraude em concursos públicos.

A investigação continua para esclarecer a participação de outras pessoas no caso. Até a última atualização, a identidade da candidata que teria sido beneficiada não havia sido divulgada.

Defesa pede liberdade

A defesa de Francisco Carlos solicitou à Justiça a concessão de liberdade provisória, com eventual aplicação de medidas cautelares.

Os advogados argumentaram que o homem possui residência fixa e não tem condenações criminais com trânsito em julgado.