Teresina sexta-feira, 14 agosto, 2026

Ex-boxeador Prichard Colón morre aos 33 anos após 11 anos em estado vegetativo

O ex-boxeador porto-riquenho Prichard Colón morreu aos 33 anos nesta quinta-feira (13), mais de uma década após sofrer uma grave lesão cerebral durante uma luta profissional. O atleta ficou 221 dias em coma e, desde 2015, vivia em estado vegetativo, dependendo de cuidados permanentes da família.

A morte foi confirmada pelo pai e ex-treinador do pugilista, Richard Colón, por meio das redes sociais. A causa da morte não foi divulgada.

Colón tinha 23 anos quando disputou, em outubro de 2015, uma luta contra o norte-americano Terrel Williams, em Fairfax, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos. O combate marcou o fim de uma carreira que até então era considerada promissora.

Durante a luta, o porto-riquenho recebeu diversos golpes na parte de trás da cabeça, conhecidos no boxe como “rabbit punches” e considerados ilegais. Colón chegou a reclamar das agressões ao árbitro, e Williams perdeu um ponto por uma das infrações.

No nono assalto, a equipe de Colón retirou suas luvas acreditando que a luta havia terminado. O pugilista acabou desclassificado. Pouco depois, já fora do ringue, começou a passar mal e desmaiou.

Levado ao hospital, Colón foi diagnosticado com um hematoma subdural, provocado pelo acúmulo de sangue entre o cérebro e a camada externa que o protege. Ele precisou passar por uma cirurgia de emergência, mas os danos neurológicos foram graves.

O atleta permaneceu em coma por 221 dias. Após despertar, ficou com sequelas que o tornaram dependente de assistência permanente. Nos anos seguintes, passou por tratamentos e sessões de reabilitação, sempre acompanhado pelos familiares.

Promessa do boxe

Nascido em 19 de setembro de 1992, em Maitland, na Flórida, Colón representava Porto Rico. Ele começou a se destacar ainda no boxe amador e conquistou, em 2010, o ouro no Campeonato Pan-Americano Juvenil, na categoria até 64 kg.

Na carreira profissional, o lutador, conhecido pelo apelido de “Digget”, venceu as 16 primeiras lutas, sendo 13 por nocaute. Ele estava invicto quando sofreu a lesão que encerrou sua trajetória aos 23 anos.

Em 2021, o Conselho Mundial de Boxe (WBC) concedeu a Colón o título de campeão honorário. Após a confirmação da morte, entidades ligadas ao boxe prestaram homenagens ao ex-atleta e destacaram a trajetória dele fora dos ringues e o apoio recebido da família durante os anos de recuperação.

Os familiares também buscaram responsabilização judicial pelas circunstâncias da luta e pelo atendimento médico. Em 2017, foi apresentada uma ação de US$ 50 milhões relacionada ao caso. Até a morte do ex-boxeador, o processo ainda não havia sido concluído, segundo relatos da imprensa americana.

Prichard Colón morreu aos 33 anos, 11 anos depois da luta que mudou completamente sua vida e interrompeu uma carreira que estava apenas começando.