Teresina quarta-feira, 11 março, 2026

Ataque a tiros durante evento em praia de Sydney, na Austrália, deixa ao menos 15 mortos

Um ataque a tiros registrado na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, deixou ao menos 15 pessoas mortas e provocou pânico em uma das áreas mais movimentadas da cidade. Segundo as autoridades locais, um dos atiradores morreu no local e outro suspeito foi baleado, permanecendo em estado crítico. Aproximadamente 40 pessoas ficaram feridas, entre elas quatro crianças, e foram encaminhadas a hospitais da região.

De acordo com o governo de Nova Gales do Sul, o ataque ocorreu durante um evento judaico que celebrava o festival de Hanukkah, que reunia mais de mil pessoas, incluindo famílias, crianças e turistas. O primeiro-ministro estadual, Chris Minns, afirmou que há fortes indícios de que a ação foi planejada para atingir a comunidade judaica de Sydney, classificando o episódio como um ato de extrema violência e ódio.

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, também se pronunciou, descrevendo o ataque como terrorismo de cunho antissemita e ressaltando que o país não tolera crimes motivados por intolerância religiosa. Segundo ele, o atentado atingiu diretamente os valores fundamentais da nação australiana.

Dinâmica do ataque

Imagens que circulam nas redes sociais mostram dois homens vestidos de preto atirando em direção à área do evento a partir de uma passarela elevada, utilizada como ponto estratégico. Testemunhas relataram momentos de caos, com centenas de pessoas correndo para escapar dos disparos enquanto sirenes ecoavam pela região.

Durante a ação, um civil conseguiu imobilizar um dos agressores, retirando sua arma e forçando-o a recuar. O ato foi elogiado pelas autoridades. Para o premier Chris Minns, a atitude foi decisiva para salvar vidas.

Investigação antiterrorismo

O comissário de polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, informou que uma investigação de grande porte já foi iniciada e está sendo conduzida pela unidade antiterrorismo, que apura a motivação, a atuação dos envolvidos e possíveis conexões com grupos extremistas.

Participantes do evento relataram que, apesar da existência de uma barreira metálica e revista superficial na entrada, a segurança era limitada. A polícia também investiga como os atiradores conseguiram acessar a passarela usada durante o ataque.

O atentado reacende o debate sobre segurança em eventos públicos, combate ao extremismo e proteção a comunidades religiosas na Austrália, que decretou luto e reforçou o policiamento em locais sensíveis em todo o país.

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