Teresina quarta-feira, 10 junho, 2026

Operação USG: nove presos por esquema que desviou mais de R$ 12 milhões da saúde pública no Piauí e Bahia

A segunda fase da Operação USG levou à prisão de nove pessoas nesta terça-feira (18) durante uma ação conjunta da Polícia Civil do Piauí e da Bahia. A investigação apura um esquema de desvio de verbas da saúde pública que inclui plantões médicos fictícios, pacientes com dados falsos e serviços inexistentes, causando um prejuízo superior a R$ 12 milhões aos cofres públicos.

Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos no Piauí e na Bahia, incluindo bloqueio de contas bancárias e apreensão de bens dos investigados. Na Bahia, as equipes atuaram no município de Formosa do Rio Preto, no oeste do estado. No Piauí, as diligências ocorreram em endereços ligados aos alvos da operação, mas os locais exatos não foram divulgados.

As buscas foram realizadas em residências e três clínicas apontadas como integrantes do esquema criminoso.

Fraudes incluíam clínicas de fachada e serviços inexistentes

A investigação revelou que o grupo utilizava clínicas de fachada, contratos superfaturados e notas fiscais irregulares para simular atendimentos que nunca aconteceram. Entre as principais irregularidades identificadas estão:

  • exames lançados sem relação com a realidade do município;

  • plantões fictícios;

  • listas de pacientes com dados falsos;

  • notas fiscais usadas para encobrir procedimentos inexistentes.

Médicos, ex-secretários de Saúde, empresários e políticos estão entre os suspeitos de participar do esquema.

A deflagração desta fase ocorreu após a análise de documentos e materiais apreendidos na primeira etapa da operação, realizada em dezembro de 2024, que permitiu identificar novos envolvidos e ampliar o alcance das investigações.

Entenda a primeira fase da Operação USG

A etapa inicial, deflagrada em 17 de dezembro de 2024 pela Polícia Civil da Bahia, já investigava um esquema de desvio de verbas públicas da saúde em municípios do Piauí e Bahia, incluindo Corrente, Bom Jesus e Formosa do Rio Preto. Na ocasião, foram identificadas fraudes em licitações, contratações e irregularidades em contratos médicos que alimentavam o mesmo esquema criminoso.

A operação contou com equipes do Draco-LD, da Deccor, da 11ª Coorpin (BA) e da Polícia Civil do Piauí, reforçando a cooperação entre estados no combate à corrupção e ao crime organizado.

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