
Enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem da rede municipal de saúde de Parnaíba iniciaram, na manhã desta segunda-feira (20), uma paralisação de até 72 horas. O movimento, coordenado pelo Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Piauí (Senatepi), tem como principal reivindicação o reajuste salarial, que segundo a categoria, está congelado há mais de duas décadas.
De acordo com o sindicato, os profissionais seguem recebendo apenas um salário mínimo, mesmo após a aprovação do piso nacional da enfermagem. A paralisação, iniciada às 8h, afeta o funcionamento dos postos de saúde e a realização de atendimentos eletivos, mas os serviços de urgência e emergência permanecem em funcionamento.
A diretora do Senatepi, Waldisleia Xavier, afirmou que a categoria tentou diálogo com a prefeitura em diversas ocasiões, mas não obteve avanços. “Tivemos uma reunião com o prefeito em abril e ele disse que avaliaria o impacto das nossas reivindicações nas contas do município. Na semana passada, nos reunimos de novo com a prefeitura e nos disseram que não dariam aumento para a categoria porque outras necessitavam mais”, disse.
Ela também rebateu o argumento da gestão municipal de que o complemento do piso nacional inviabilizaria o reajuste. “A gente espera uma negociação justa, digna, que o prefeito demonstre respeito e dignidade pela categoria. Somos 60% dos profissionais da saúde em Parnaíba”, completou.
Durante a manhã, os profissionais se concentraram em frente à sede da Prefeitura de Parnaíba, onde aguardam uma nova reunião com representantes do município. O sindicato reforçou que a paralisação é legal e cumpre todos os requisitos previstos na Lei de Greve. Além do reajuste, a categoria também cobra gratificações e a criação de um plano de cargos e salários específico para a enfermagem.
Prefeitura mantém diálogo, mas descarta reajuste imediato
O secretário municipal de Saúde, Thiago Judah, afirmou que 30% dos profissionais permanecerão nos postos para garantir a continuidade dos serviços básicos. Ele explicou que, neste momento, a prefeitura optou por priorizar categorias que não possuem piso salarial definido, como médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e fisioterapeutas.
A paralisação deve seguir até quarta-feira (22), caso não haja avanço nas negociações.
Informações do G1 Piauí



