
Os Estados Unidos registraram, no último domingo (24), o primeiro caso humano de infestação pela mosca-da-bicheira (Cochliomyia hominivorax). O paciente havia retornado recentemente de uma viagem a El Salvador, região onde a infestação é considerada endêmica. A confirmação foi feita pelo Departamento de Saúde de Maryland, com o apoio do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
A mosca-da-bicheira deposita ovos em feridas abertas, e, quando as larvas eclodem, alimentam-se de tecidos vivos, podendo causar necrose e até levar à morte se não houver tratamento imediato. Uma única fêmea pode colocar centenas de ovos, acelerando o avanço da infestação. Entre os sintomas estão feridas que não cicatrizam, dor intensa e sensação de movimento sob a pele.
Embora rara nos EUA, a infestação é comum em regiões tropicais e subtropicais da América Central e do Sul. No ano passado, o Panamá registrou mais de 6,5 mil casos da doença. O diagnóstico depende da identificação das larvas e do histórico de viagem recente. O tratamento envolve remoção cirúrgica das larvas e uso de antiparasitários, enquanto a prevenção inclui cuidados com feridas e uso de repelentes.
Especialistas alertam que o caso reacende preocupações sobre a reintrodução do parasita em países que já o haviam erradicado, especialmente com o aumento das viagens internacionais e mudanças climáticas, que ampliam as áreas favoráveis à sobrevivência da espécie.



