Teresina sexta-feira, 11 setembro, 2026

“Flamengo teve o estilo mais europeu entre os brasileiros”: Arsène Wenger elogia postura rubro-negra e diz que Mundial é lição de humildade para europeus

Foto: Foto: Adriano Fontes/Flamengo

Durante balanço do Mundial de Clubes da FIFA, realizado neste domingo (29) em Miami, o francês Arsène Wenger, ex-treinador do Arsenal e atual Diretor de Desenvolvimento Global da entidade, afirmou que a competição foi uma verdadeira “lição de humildade” para os clubes europeus. Segundo ele, as equipes chegaram aos Estados Unidos com senso de superioridade, mas foram surpreendidas pelo equilíbrio técnico e pela postura dos adversários — em especial, o Flamengo.

“Nós, europeus, às vezes chegamos aqui pensando: ‘ok, talvez sejamos um pouco fortes demais para o resto do mundo’. E isso foi, de certa forma, uma lição de humildade. Eles nos colocaram no nosso devido lugar aqui”, afirmou. “No início da competição, os europeus se beneficiaram do medo dos adversários. Mas, com o tempo, perceberam que a diferença não era tão grande, especialmente contra os brasileiros. Por exemplo, a equipe que jogou sem complexos contra os europeus foi comandada por Filipe Luis, técnico com passagem pela Europa. Seu time teve o estilo mais europeu entre os brasileiros”, acresceu o francês. 

Wenger também destacou que os europeus começaram a competição se beneficiando do receio dos adversários, mas esse cenário mudou com o avanço do torneio. O francês ainda elogiou o desempenho do Mamelodi Sundowns, da África do Sul, e comentou o entusiasmo das torcidas sul-americanas, que marcaram presença em peso nas arquibancadas, lembrando o atmosfera no Catar com a Argentina, especialmente com o estilo da Bombonera, do Boca Juniors.

O diretor da FIFA observou também o contraste entre os estilos de jogo. Enquanto os europeus priorizaram a posse de bola e a pressão alta, os sul-americanos apostaram em linhas defensivas mais compactas e contra-ataques rápidos. Ele avaliou que o torneio serviu como aprendizado sobre o que precisam melhorar para todas as equipes. 

Outro ponto abordado por Wenger foi a representatividade dos jogadores sul-americanos. De acordo com ele, 25% dos atletas do torneio são brasileiros ou argentinos, o que reforça o papel da América do Sul na formação de talentos. Ao falar sobre Lionel Messi, afirmou que o craque não teve os melhores números do torneio, mas foi o mais influente. “Sem ele [Messi], o Inter Miami não teria se classificado. Isso faz uma grande diferença. Por exemplo, Olise teve os melhores números, mas o Bayern se classificaria sem ele. O Inter Miami sem Messi? Não”

O Mundial de Clubes de 2025, sediado nos Estados Unidos, reuniu 32 clubes em uma edição considerada inovadora pela FIFA. Para Wenger, é só o começo: “É o início de algo que não vai parar mais”.

Informações O Globo

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