
A taxa de desemprego no Brasil recuou para 6,2% no trimestre encerrado em maio de 2025, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (27) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da menor taxa registrada desde o final de 2014.
O número de pessoas desocupadas caiu para 6,8 milhões — uma queda de 8,6% em relação ao trimestre anterior e de 12,3% na comparação com o mesmo período de 2024. Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, o mercado de trabalho brasileiro está em seu melhor momento dos últimos dez anos, impulsionado pelo aumento da ocupação formal e pela redução das taxas de subutilização.
Outro destaque foi o recorde de trabalhadores com carteira assinada no setor privado: 39,8 milhões, o maior número da série histórica. Já o total de pessoas ocupadas chegou a 103,9 milhões, representando um crescimento de 1,2% em relação ao trimestre anterior e de 2,5% na comparação anual. O nível de ocupação subiu para 58,5%.
Leia também:
A taxa de informalidade também apresentou queda, atingindo 37,8%, com 39,3 milhões de trabalhadores informais. A diminuição é atribuída à alta de trabalhadores por conta própria com CNPJ e à estabilidade entre os empregados sem carteira assinada.
Além disso, a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 354,6 bilhões — o maior valor já registrado pela pesquisa —, enquanto o rendimento médio real foi de R$ 3.457, estável no trimestre, mas 3,1% superior ao de um ano atrás.
A pesquisa também apontou uma expressiva redução no número de desalentados (aqueles que desistiram de procurar emprego), que somam 2,89 milhões — o menor índice desde 2016.
Destaques da pesquisa:
-
Taxa de desocupação: 6,2%
-
Desempregados: 6,8 milhões
-
População ocupada: 103,9 milhões
-
Empregados com carteira assinada: 39,8 milhões
-
Taxa de informalidade: 37,8%
-
Rendimento médio: R$ 3.457
-
Massa de rendimentos: R$ 354,6 bilhões
O IBGE destaca que o avanço do mercado de trabalho está sendo puxado principalmente pela geração de empregos formais e pela retomada de contratações em setores como educação, saúde e serviços sociais.


