Teresina quinta-feira, 10 setembro, 2026

Cabeleireiro morto em Teresina foi vítima de disputa entre facções; mandante é preso pelo DHPP

José Carlos, cabelereiro assassinado após sofrer ameaças/Foto: Redes Sociais

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prendeu, na segunda-feira (5), Rafael Silva, acusado de ser o mandante do assassinato do cabeleireiro José Carlos, morto a tiros em março deste ano na zona Sul de Teresina.

No momento da prisão, Rafael usava tornozeleira eletrônica, pois já havia sido detido anteriormente por tráfico de drogas. De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado Danúbio Dias, a motivação para o crime teria sido a insatisfação de Rafael com o atendimento de rivais em facções criminosas pelo cabeleireiro em seu salão de beleza.

“Rafael Silva assumiu uma posição de liderança dentro de uma facção nos últimos meses. José Carlos cortava o cabelo de integrantes de grupos rivais e postava as fotos nas redes sociais, o que teria provocado a ira do mandante. Ele chegou a ameaçar a vítima, e, por medo, o cabeleireiro fechou o salão por um tempo, mas precisou reabrir para continuar trabalhando”, explicou o delegado.

O crime aconteceu no dia 10 de março, dentro do salão de José Carlos, no bairro Angelim. A vítima ainda foi socorrida e passou três dias internada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas não resistiu aos ferimentos.

Durante as investigações, a polícia encontrou mensagens no celular de Rafael que mostram sua ligação direta com o assassinato. Segundo o delegado, ele orientou os executores sobre como agir e, após o crime, cobrou satisfações ao saber que a vítima havia sobrevivido inicialmente.

“Tivemos acesso a conversas em que o executor relata a Rafael como tudo ocorreu. Rafael deu instruções específicas sobre a ação, confirmando seu envolvimento no planejamento”, detalhou Danúbio Dias.

Apesar das provas, Rafael nega ter enviado as mensagens, embora tenha admitido ter ameaçado José Carlos meses antes do crime. A polícia agora concentra esforços na captura dos dois executores já identificados, que estão com mandados de prisão em aberto.

As investigações confirmaram ainda que José Carlos não tinha qualquer ligação com atividades criminosas — ele apenas exercia sua profissão de cabeleireiro no bairro onde morava.

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