General piauiense Otávio Rodrigues de Miranda Filho morre aos 72 anos
Militar piauiense teve trajetória histórica nas Forças Armadas e se tornou o único brasileiro a liderar missões da Organização das Nações Unidas em dois países distintos: Congo e Sudão.
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O general de divisão Otávio Rodrigues de Miranda Filho morreu nesta quinta-feira (21), aos 72 anos. Natural de Teresina, o militar teve uma carreira marcada pela atuação em missões internacionais da Organização das Nações Unidas e pelo combate ao crime organizado no Brasil.
Segundo informações divulgadas pelo Comando de Operações Terrestres, o general faleceu após enfrentar um câncer no cérebro. A morte gerou comoção no meio militar e entre autoridades do país.
Miranda Filho foi o único militar brasileiro a comandar operações da ONU em dois países diferentes: na República Democrática do Congo e no Sudão. As missões eram voltadas à restauração da paz, segurança e estabilização social em regiões afetadas por conflitos armados e crises humanitárias.
Em 2023, o general assumiu o comando militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização na República Democrática do Congo (MONUSCO). Além da atuação internacional, também exerceu funções estratégicas nas Forças Armadas brasileiras, como Adido Militar da Embaixada do Brasil na China e Chefe de Assuntos Internacionais.
No Brasil, Otávio Rodrigues de Miranda Filho ganhou destaque durante a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, quando comandou a 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, em Realengo, na Zona Oeste da capital fluminense. À frente das operações, liderou 117 ações contra o crime organizado e passou a ser considerado um dos principais especialistas em operações urbanas do Exército Brasileiro.
Entre julho de 2024 e novembro de 2025, o militar atuou como Subcomandante de Operações Terrestres. Ao longo da carreira, também ocupou os cargos de comandante de brigada, chefe de gabinete do Comando Militar do Planalto e comandante da 8ª Região Militar.
Nascido em 1964, em Teresina, o general ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras, onde se formou em 1988.
Em homenagem aos serviços prestados pelo militar, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, informou que pretende dedicar um espaço da cidade à memória do general.



