
O Piauí alcançou um resultado histórico na preservação ambiental e registrou a maior redução proporcional do desmatamento da Mata Atlântica entre os estados brasileiros em 2025. De acordo com dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, o estado apresentou uma queda de 78% na devastação do bioma.
O levantamento é elaborado pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e monitora, desde 1989, a situação da vegetação nativa em 17 estados do país.
Segundo o relatório, o desempenho positivo do Piauí é resultado do fortalecimento das ações de fiscalização e monitoramento ambiental realizadas pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). Entre as medidas adotadas estão o uso de tecnologias de monitoramento via satélite, embargos remotos e restrições de crédito para áreas desmatadas ilegalmente.
Mesmo ainda figurando entre os estados com maiores perdas absolutas de vegetação nativa, o Piauí conseguiu reduzir de forma significativa o ritmo do desmatamento, consolidando um avanço importante na proteção ambiental.
O secretário estadual do Meio Ambiente, Feliphe Araújo, afirmou que o resultado é fruto de um trabalho contínuo de inteligência ambiental e fiscalização em campo.
“Essa redução histórica mostra que o Piauí está no caminho certo. Intensificamos o monitoramento por satélite, fortalecemos as ações de fiscalização e ampliamos o combate aos desmatamentos ilegais. É um resultado construído com planejamento, tecnologia e compromisso com a preservação ambiental”, destacou o secretário.
Em todo o Brasil, o desmatamento da Mata Atlântica caiu 40% no último período analisado, alcançando o menor índice da série histórica iniciada em 1985. Apesar da redução, o país ainda perdeu 8.658 hectares de florestas maduras, o equivalente a cerca de 23,7 hectares devastados por dia.
O relatório também reforça que o desafio ambiental continua. A meta nacional é atingir o desmatamento zero até 2030, compromisso considerado essencial para garantir segurança hídrica, equilíbrio climático e preservação da biodiversidade.
Fonte: Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh), Fundação SOS Mata Atlântica e Inpe.



