
A execução de Yara Beatriz da Silva Sousa, de 24 anos, ocorrida na tarde do último domingo (07) na Vila Afonso Gil, zona Sul de Teresina, continua envolta em múltiplas hipóteses e abre novas frentes para a Polícia Civil. As imagens captadas por uma câmera de segurança revelam o momento exato em que um carro preto se aproxima de Yara, que conversava na rua, e o ocupante do veículo dispara várias vezes contra ela. A jovem ainda tenta fugir, mas cai alguns metros adiante, próximo a um bar, onde morre antes da chegada do socorro.
A morte da jovem ganhou ainda mais repercussão devido ao histórico criminal de seus familiares. Ela era irmã de Maria Eduarda de Sousa, conhecida como “Charmosinha do 15”, que possui diversas passagens pela polícia e já foi apontada como integrante de facção criminosa. Yara também era sobrinha de Eliezio Dias Pereira, desaparecido desde 29 de junho. Dias após o sumiço dele, uma ossada foi localizada na Estrada da Alegria, descoberta que reforçou a suspeita de conflitos entre grupos rivais na região do Grande Promorar.
A investigação agora se aprofunda em pelo menos duas linhas principais. A primeira considera que Yara, usuária de drogas, poderia ter sido alvo de um crime ligado ao tráfico, em meio a dívidas ou rompimentos internos. A segunda aponta para um acerto de contas entre facções, possivelmente relacionado ao assassinato de Luiz Gustavo, adolescente morto a tiros em outubro deste ano no Promorar, crime que escalou tensões entre o PCC e grupos adversários.
Novas informações surgiram nas últimas horas. A Polícia Civil já identificou dois homens que estavam no interior do veículo usado na execução, e as equipes realizam diligências para tentar localizá-los. Segundo apuração preliminar, o atirador seria irmão de um vizinho da própria vítima, fato que acrescenta mais complexidade ao caso e levanta suspeitas sobre conflitos pessoais somados ao cenário de violência organizada.
A Delegacia de Homicídios segue investigando o crime, que já é tratado como execução premeditada.



