
Neste sábado (29), completa-se um ano da morte do servidor público Antônio Sérgio de Oliveira Neto, 65 anos, vítima de um grave acidente na BR-316, em Monsenhor Gil. Ele foi atingido por uma motocicleta conduzida pelo jovem Laécio Oliveira da Penha, 21 anos, que, segundo a denúncia, realizava manobras perigosas — conhecidas como “grau” — quando perdeu o controle do veículo e provocou a colisão. Antônio Sérgio era pai da jornalista Caroline Oliveira, editora do Cidadeverde.com.
O caso passou por audiência de instrução e julgamento em maio. Após ouvir testemunhas e o próprio acusado, o Ministério Público solicitou a mudança da tipificação do crime: de homicídio culposo para homicídio simples com dolo eventual, quando o agente assume o risco de causar a morte. Em agosto, o juiz Sílvio Valois, da Vara Única de Monsenhor Gil, acatou o pedido e pronunciou Laécio para ser levado a julgamento pelo Tribunal do Júri — decisão considerada inédita no país em processos envolvendo manobras de grau.
Na sentença, o magistrado destacou que há provas suficientes da materialidade e indícios consistentes de autoria, incluindo depoimentos, imagens de câmeras de segurança e laudos periciais.
A defesa do acusado recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), que agora deve decidir se mantém ou não a pronúncia. Enquanto aguarda o desfecho do recurso, Laécio responde ao processo em liberdade.
Como o acidente aconteceu
Segundo o Ministério Público do Piauí, Laécio pilotava uma motocicleta sem habilitação quando decidiu realizar a manobra de “grau”, elevando a moto sobre a roda traseira. Durante a execução, perdeu o controle e colidiu violentamente com a motocicleta conduzida por Antônio Sérgio, atingindo-o na cabeça.
A vítima foi socorrida e levada ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas não resistiu ao traumatismo craniano e morreu na madrugada seguinte. Inicialmente, a Polícia Civil havia indiciado o jovem por homicídio culposo.



