
Em Teresina mais de dois mil recém-nascidos foram submetidos ao Teste do Pezinho entre janeiro e maio deste ano. Os dados são da Fundação Municipal de Saúde (FMS), que contabilizou 2.067 exames nas maternidades localizadas nos bairros Dirceu, Buenos Aires, Promorar e Satélite. As amostras foram encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) para análise.
A informação ganha destaque durante o Junho Lilás, campanha nacional que visa conscientizar sobre a importância do exame, essencial para detectar precocemente doenças raras e potencialmente graves que não apresentam sintomas ao nascimento.
O Teste do Pezinho é capaz de identificar precocemente enfermidades como hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, fibrose cística, anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. Com a ampliação determinada pela Lei nº 14.154/2021, o teste passou a rastrear até 50 condições, entre elas toxoplasmose congênita, galactosemia e distúrbios do ciclo da ureia.
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“Essas doenças geralmente não apresentam sintomas ao nascimento, mas podem evoluir rapidamente e causar danos irreversíveis, como deficiência intelectual, comprometimento motor e até risco de morte. Por isso, orientamos as mães, ainda na maternidade, sobre a importância de realizar o teste no período ideal”, explicou Atêncio Filho, diretor da Maternidade Buenos Aires.
A recomendação do Ministério da Saúde é que o exame seja feito entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê, quando há maior precisão nos resultados. No entanto, a coleta pode ser feita mesmo fora desse período. “Quanto mais cedo o teste for feito, maiores são as chances de prevenir complicações graves e garantir um desenvolvimento saudável para a criança”, acrescentou o diretor.
O Teste do Pezinho é gratuito e está disponível em todas as maternidades da rede pública municipal.



