Teresina quinta-feira, 12 março, 2026

“Tenho medo de sair de casa”: mulher relata perseguição e acusa ex de descumprir medida protetiva após confusão envolvendo perito em Codó (MA)

A discussão entre o perito da Polícia Civil do Piauí, Ivanenko Ullianov, e o advogado Germano Brandão, registrada na quarta-feira (19) em Codó (MA), ganhou novos desdobramentos após o depoimento de Talita Sereno, ex-companheira do advogado e atual parceira do perito. Em longa declaração publicada nas redes sociais, ela afirma ser vítima de violência reiterada e que o episódio flagrado em vídeo é consequência do descumprimento de uma medida protetiva.

Em publicação no Instagram, Talita afirmou que vem sofrendo ameaças e descumprimento das medidas protetivas por parte do ex-companheiro:

“Oi pessoal, eu me chamo Talita e vim esclarecer a verdade dos fatos a respeito de um vídeo que está circulando, um vídeo editado, que está na internet e falar também sobre as violências que eu venho sofrendo de forma reiterada e o que aconteceu ontem, nesse vídeo editado, não foi uma briga, mas a consequência de um crime. Aconteceu quando o Germano descumpriu as medidas protetivas em que a Justiça concedeu no intuito de me proteger.”

Ela afirma que vive sob medo constante:

“Eu tenho medo de sair de casa, eu tenho medo de sair sozinha, eu venho temendo a minha vida, o que aconteceu ontem foi mais um episódio de violência praticado por ele. A verdade é que eu e o Ivan somos vítimas nessa história.”

A vítima diz ainda que o comportamento exibido pelo advogado dentro da delegacia revela risco ainda maior fora das instituições:

“Se dentro de uma delegacia, na frente de delegado, na frente de autoridades, ele agiu daquela forma, imagina o que ele faz fora, quando ninguém vê.”

Talita reforça que não pretende se calar:

“Esse vídeo que circula na internet feito pelo meu agressor é pra tentar me intimidar, só que eu não vou me calar, não vou me calar, por mim, pela minha filha, pela minha família e por tantas mulheres que são vítimas de violência doméstica.”

A Delegacia Regional de Codó informou que instaurou inquérito para investigar o caso e que nenhum policial civil maranhense esteve envolvido na discussão.