
O Supremo Tribunal Federal (STF) dará início ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de sete outros réus do chamado núcleo principal, acusados de tentativa de golpe e ações contra o Estado Democrático de Direito, a partir do dia 2 de setembro de 2025. As sessões ocorrerão ao longo de duas semanas, com horários divididos entre manhã e tarde.
Cronograma das sessões
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2 de setembro: 9h às 12h e 14h às 19h
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3 de setembro: 9h às 12h
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9 de setembro: 9h às 12h e 14h às 19h
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10 de setembro: 9h às 12h
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12 de setembro: 9h às 12h e 14h às 19h
Quem são os réus?
Além de Bolsonaro, serão julgados ex-ministros e autoridades consideradas integrantes do núcleo central da suposta organização criminosa denunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR): Anderson Torres (Justiça); Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional); Braga Netto (Casa Civil); Paulo Sérgio Nogueira (Defesa); Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Acusações contra Bolsonaro
Segundo a PGR, Bolsonaro é o principal articulador e maior beneficiário das ações voltadas à ruptura do Estado Democrático de Direito após a derrota eleitoral de 2022. Entre os crimes atribuídos estão:
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Organização criminosa armada
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Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
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Golpe de Estado
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Dano qualificado contra o patrimônio da União
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Deterioração de patrimônio tombado
A soma das penas máximas para os crimes pode chegar a 43 anos de prisão.
Como será o julgamento?
O processo será analisado por um colegiado do STF formado pelos ministros Cristiano Zanin (presidente do colegiado), Cármen Lúcia, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Flávio Dino.
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Em caso de absolvição, o processo é arquivado e não há punições.
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Em caso de condenação, os ministros definirão:
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Pena de prisão para cada réu
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Consequências civis e administrativas, incluindo possível indenização por danos morais coletivos
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Perda de cargos públicos e mandatos eletivos, se a pena ultrapassar quatro anos
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O julgamento é considerado um dos mais relevantes da história recente do país, devido às implicações políticas e jurídicas das acusações.



