
O prefeito de Teresina, Silvio Mendes, revelou nesta segunda-feira (5) que o déficit financeiro da Prefeitura é ainda maior do que o previsto inicialmente. De acordo com o gestor, foi constatado um rombo de mais de R$ 1 bilhão nas contas públicas municipais.
Apesar das primeiras ações tomadas, como extinção de secretarias e redução de cargos comissionados, Mendes admitiu que as medidas foram insuficientes para reverter o grave desequilíbrio fiscal. Segundo ele, novas ações serão necessárias, inclusive a possibilidade de extinguir mais órgãos municipais.
“Identificamos uma dívida de quase R$ 500 milhões e outra ainda maior, totalizando mais de R$ 1 bilhão. Precisamos adotar medidas duras para equilibrar as contas, cumprir a lei e garantir os serviços básicos para a população”, afirmou o prefeito.
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Desde o início da gestão, a Prefeitura já extinguiu sete órgãos, entre eles a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh) e a Secretaria Municipal de Produção Agropecuária (Semp). A Secretaria Municipal de Economia Solidária (Semest) também foi incorporada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Semdec).
Além disso, Mendes informou que contratos e licitações realizados pela gestão anterior, do ex-prefeito Dr. Pessoa, estão sendo revisados e encaminhados para análise dos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI).
“Todos os órgãos municipais estão sendo analisados para reduzir despesas e evitar a paralisação dos serviços essenciais”, destacou.
Decreto de contenção de despesas
No final de abril, Silvio Mendes já havia publicado um decreto que proíbe novas despesas sem autorização expressa do prefeito. A medida visa otimizar a gestão pública e corrigir as irregularidades herdadas da administração anterior.
O decreto determina que qualquer despesa decorrente de contratações, reajustes, convênios e aditivos de contratos só poderá ser realizada após análise da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan).
Com essas medidas, o prefeito busca reequilibrar as finanças de Teresina e assegurar a continuidade dos serviços públicos essenciais, como saúde e limpeza urbana.



