
A operação é conduzida pela Polícia Civil de Goiás e também cumpriu mandados nos municípios de São Paulo, Guarulhos, Osasco e Guarujá, no estado de São Paulo. Ao todo, foram expedidos 14 mandados de prisão temporária e 19 de busca e apreensão. Em Parnaíba, foram cumpridos seis mandados de prisão e nove de busca.
De acordo com as investigações, o esquema foi descoberto após uma vítima de Goiânia, em Goiás, registrar um golpe virtual em março de 2023. Os suspeitos teriam invadido o perfil de uma pessoa próxima à vítima em uma rede social e divulgado falsas oportunidades de investimento em criptomoedas, com promessas de lucros elevados em pouco tempo.
Após despertar o interesse da vítima, os investigados se apresentavam como assessores de investimento e a convenciam a instalar um aplicativo de acesso remoto no celular, sob a justificativa de auxiliar na configuração de uma carteira digital. Com o acesso ao aparelho, realizavam transferências bancárias sem autorização.
Nesse caso, foram movimentados R$ 477.083,79 em cerca de 24 horas. Desse total, R$ 226.978,46 foram recuperados por meio de estornos, enquanto o prejuízo final chegou a R$ 250.105,33.
Segundo o delegado Matheus Zanatta, superintendente de Operações Integradas da Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), os seis presos em Parnaíba são suspeitos de participar da movimentação dos valores obtidos com os golpes. O dinheiro era transferido entre diversas contas e direcionado a empresas de fachada, algumas recém-criadas, para dificultar o rastreamento da origem e do destino dos recursos.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares e documentos que devem auxiliar no avanço das investigações. Os seis presos foram encaminhados à Central de Flagrantes de Parnaíba.
De acordo com o delegado Ayslan Magalhães, da 1ª Divisão de Repressão e Combate ao Tráfico de Drogas de Parnaíba, uma das pessoas presas possui antecedente criminal por estupro. Em um dos imóveis vistoriados, também foram encontrados elementos relacionados a uma investigação de tráfico de drogas realizada no início de outubro.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A operação também prevê o sequestro judicial de bens e valores de aproximadamente R$ 250 mil, com o objetivo de assegurar a reparação do prejuízo causado à vítima.



