
Durante a apresentação da proposta orçamentária no Senado nesta terça-feira (8), a ministra do Planejamento, Simone Tebet, confirmou que o salário mínimo em 2026 deverá ser de R$ 1.630, caso a previsão seja aprovada pelo Congresso Nacional. Segundo a ministra, esse será o maior valor do salário mínimo em termos reais nos últimos 50 anos.
A projeção segue a nova fórmula de reajuste adotada em 2023, que leva em conta a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) dos 12 meses encerrados em novembro, acrescida de até 2,5% de crescimento real, conforme estabelecido pelo novo arcabouço fiscal.
O Ministério do Planejamento destacou que o reajuste do salário mínimo influencia diretamente em diversos benefícios sociais e previdenciários. Entre os programas impactados estão aposentadorias, abono salarial, seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A cada R$ 1 de aumento, estima-se que o impacto no orçamento público seja de cerca de R$ 400 a R$ 420 milhões, com uma alta de R$ 115,3 bilhões nas despesas da Previdência e arrecadação adicional de R$ 71,2 bilhões.
Previsões para os próximos anos
Além do valor previsto para 2026, o governo também apresentou estimativas para os anos seguintes:
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2027: R$ 1.724
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2028: R$ 1.823
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2029: R$ 1.925
Essas projeções ainda poderão ser revistas nos próximos Projetos de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO).
Se aprovado pelo Congresso, o novo valor de R$ 1.630 passará a valer oficialmente a partir de 1º de janeiro de 2026. No entanto, o pagamento reajustado será recebido pelos trabalhadores e beneficiários a partir de 1º de fevereiro daquele ano.
Reajustes anteriores do salário mínimo
Confira a evolução recente do salário mínimo no Brasil:
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2019: R$ 998,00
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2020: R$ 1.045,00
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2021: R$ 1.100,00
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2022: R$ 1.212,00
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2023: R$ 1.320,00
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2024: R$ 1.412,00
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2025: R$ 1.518,00
Com o novo modelo de correção e a limitação imposta pelo teto de gastos do arcabouço fiscal, o governo busca equilibrar os reajustes salariais com a responsabilidade fiscal.



