
O cartunista e professor da rede municipal de Teresina, Joaquim Monteiro, tornou-se alvo de fortes críticas nas redes sociais após divulgar uma charge satirizando o assassinato do influenciador conservador americano Charlie Kirk, aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Na ilustração, Kirk aparece pedindo guerra durante um discurso, mas é interrompido por um disparo na cabeça — uma alusão direta ao atentado ocorrido na última quarta-feira (10), quando o ativista de 31 anos foi baleado no pescoço enquanto palestrava na Utah Valley University, no estado de Utah.
A repercussão foi imediata. Internautas acusaram Monteiro de ultrapassar os limites da liberdade de expressão ao transformar um episódio de violência política em motivo de piada. “Que vergonha dizer que um dia fui aluna desse professor. Ainda bem que aprendi a ter pensamento crítico e repudio uma ‘arte’ dessa”, comentou uma usuária. Outro internauta escreveu: “Fazer charge política é válido. Debochar de um atentado, não”.
O cartunista ainda não fez um posicionamento oficial, mas respondeu a alguns comentários em suas redes sociais. Ele afirmou que sua obra é uma defesa da liberdade de expressão e avisou que processará autores de ataques contra ele:
“Aos fachas que estão vindo no meu perfil para me atacar, um aviso: podem ter certeza de que suas mensagens e perfis estão sendo printados e devidamente processados. E viva a liberdade de expressão!”, publicou.
Contexto: a morte de Charlie Kirk
Charlie Kirk, fundador da Turning Point USA e aliado próximo de Donald Trump, morreu após ser baleado no pescoço durante um discurso em Utah. A informação foi confirmada por autoridades locais e pelo próprio presidente americano.

Em publicação na Truth Social, Trump lamentou a perda e classificou o caso como um “hediondo assassinato político”, responsabilizando a “retórica da esquerda radical e da mídia” pelo episódio. “Charlie era amado e admirado, principalmente por mim. Agora se tornou mártir da verdade e da liberdade”, escreveu.



