
A Justiça de Pernambuco manteve a prisão preventiva de quatro investigados pela morte do empresário piauiense Erlan Oliveira, ocorrida em Petrolina. João Ítalo, Laiza Guimarães, José Júnior e Iak Silva seguem detidos após o indeferimento do pedido de revogação feito pelas defesas, que alegavam ausência de fundamentos legais para a medida.
Em sua decisão, a juíza Elane Brandão Ribeiro ressaltou a gravidade do crime e a necessidade de preservar a ordem pública. “A forma de execução do crime demonstra a periculosidade dos agentes e a gravidade concreta da conduta perpetrada”, afirmou a magistrada, citando os artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal.
O empresário Erlan Oliveira sofreu morte encefálica após ser agredido em um bar na madrugada do dia 20 de junho. O laudo médico indicou que as agressões causaram edema cerebral decorrente de hemorragia intracraniana. Segundo as investigações, Erlan teria se envolvido em um desentendimento com um motorista de aplicativo antes de chegar ao bar, e as agressões se intensificaram no local, envolvendo ao menos seis pessoas.
Enquanto a prisão dos quatro suspeitos foi mantida, a juíza negou o pedido de prisão preventiva de Franklin Freire, alegando que não havia elementos suficientes para a decretação da medida. Além disso, foi determinado que a Polícia Civil disponibilize todas as mídias coletadas, incluindo vídeos e dados de celular de uma das denunciadas, Vitória Maria, garantindo acesso integral à defesa.
A decisão também permite que Vitória compareça espontaneamente às audiências, dispensando condução coercitiva, e intimou os advogados de João Ítalo e Laiza a comprovarem compromissos profissionais alegados para adiamento de audiência, sob pena de indeferimento.
O caso segue sob investigação, com a Justiça acompanhando de perto os desdobramentos e a instrução do processo criminal.


