Teresina quarta-feira, 25 fevereiro, 2026

Primeiro foguete comercial lançado do Brasil sofre explosão após decolar de Alcântara, no Maranhão

Base de Alcântara tem uma posição geográfica privilegiada, principalmente por estar localizado próximo a linha do Equador /Foto: Reprodução/Innospace

O foguete HANBIT-Nano, de origem sul-coreana, apresentou uma falha e explodiu na noite desta segunda-feira (22), pouco depois de ser lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O lançamento ocorreu às 22h13 e marcou a primeira tentativa de um voo comercial orbital partindo do território brasileiro.

Durante a transmissão oficial, os responsáveis pelo voo informaram que uma anomalia havia sido detectada ainda na fase inicial da missão. A mensagem indicando problema técnico apareceu em inglês na tela, seguida pela interrupção do sinal, o que impediu o acompanhamento completo da trajetória do foguete.

Imagens exibidas antes da perda de comunicação mostraram o veículo ultrapassando a velocidade do som, alcançando Mach 1, e avançando até a fase conhecida como MAX Q, momento em que a estrutura sofre a maior pressão aerodinâmica durante a subida. Pouco depois desse estágio, o voo foi interrompido.

Equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Corpo de Bombeiros do CLA foram deslocadas para a área a fim de avaliar os destroços e garantir a segurança da região. De acordo com as informações preliminares, os fragmentos caíram em uma área controlada da base, sem registro de feridos. A missão não era tripulada.

O HANBIT-Nano transportava experimentos científicos e equipamentos tecnológicos desenvolvidos por instituições do Brasil e da Índia, que seriam utilizados em pesquisas em diferentes áreas. A missão, batizada de Spaceward, foi coordenada pela FAB e pela Agência Espacial Brasileira (AEB), em parceria com a empresa sul-coreana Innospace.

Com cerca de 22 metros de altura, peso aproximado de 20 toneladas e capacidade de atingir velocidades de até 30 mil km/h, o foguete foi projetado para o lançamento de pequenos satélites em órbita terrestre. Apesar do insucesso, a AEB destacou que o acordo firmado com a empresa não prevê fins lucrativos diretos para o Estado brasileiro.

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