
A estiagem no Piauí atingiu níveis alarmantes entre abril e maio de 2025, com 45% do território estadual sob condição de seca grave, conforme revela a mais recente atualização do Monitor de Secas, ferramenta mantida pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O número representa um aumento expressivo em relação aos 18% registrados no mês anterior e configura o pior cenário desde março de 2019.
Ao todo, 251.529 km² do estado foram impactados pela estiagem, colocando o Piauí na 8ª posição entre os estados brasileiros com maior área afetada. A última vez que o estado enfrentou situação comparável foi há seis anos, quando 6% do território registrou seca extrema.
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O agravamento da seca foi mais acentuado no Nordeste, única região do país que registrou intensificação do fenômeno no período. Em maio, 39% da área nordestina apresentava seca grave, enquanto as regiões Centro-Oeste, Sudeste, Sul e Norte observaram redução ou estabilidade no grau de severidade — embora algumas tenham registrado aumento da área afetada.
Apesar da redução em extensão nas áreas atingidas em parte do Nordeste e do Centro-Oeste, a severidade da seca aumentou, o que preocupa autoridades e especialistas que monitoram a situação no semiárido brasileiro.
Ferramenta essencial para gestão de crises hídricas
O Monitor de Secas é uma plataforma pública que realiza um mapeamento mensal da evolução da estiagem no Brasil. A análise considera dados climáticos, como o déficit de precipitação, e impactos de curto e longo prazo. As informações auxiliam governos e instituições na adoção de políticas públicas voltadas para a mitigação dos efeitos da seca, sobretudo nas regiões mais vulneráveis, como o interior do Piauí.
Os dados atualizados podem ser acessados gratuitamente pelo site monitordesecas.ana.gov.br ou pelo aplicativo Monitor de Secas.



