
O Piauí avançou significativamente na prevenção e tratamento do câncer de mama em 2025, com a realização de mais de 57 mil mamografias, focadas principalmente em mulheres a partir dos 40 anos, faixa etária que passou a ser atendida sob demanda, seguindo orientação do Ministério da Saúde.
O estado conta com uma rede de 43 mamógrafos fixos e o serviço itinerante dos Caminhões da Mamografia, que percorrem os municípios levando o exame a quem mais precisa. A iniciativa garante atendimento rápido e sem filas, beneficiando especialmente mulheres entre 40 e 49 anos, anteriormente restritas a clínicas particulares.
Durante visita à Central de Diagnóstico de Valença, o governador destacou o impacto da descentralização: “Outubro Rosa é um mês para toda sociedade se concentrar na proteção às nossas mulheres, sobretudo na prevenção do câncer de mama. Por isso estamos descentralizando, não apenas com mutirões, mas com salas permanentes de mamografia”.

A técnica em radiologia Ana Vitória, que atua na unidade, ressaltou que a medida transformou o acesso à saúde na região: “Antes o exame só era disponibilizado em clínica particular. Agora, mulheres de toda a região vêm aqui, fazem o agendamento e realizam o exame. Atendemos mulheres a partir dos 40 anos, sem fila, com estrutura pública. Isso melhorou muito a vida das pessoas”.
Além da prevenção, o estado fortaleceu o tratamento da doença com a chegada de 224 unidades do Trastuzumabe Entansina, recém-incorporado ao SUS e indicado para casos de câncer de mama HER2-positivo, uma das formas mais agressivas da doença. A remessa faz parte de um lote nacional de 11.978 frascos, distribuído pelo Ministério da Saúde, com investimento total de R$ 159,3 milhões e previsão de novas entregas até junho de 2026.
Segundo o ministério, o tratamento pode reduzir em até 50% a mortalidade das pacientes com câncer HER2-positivo. O medicamento será disponibilizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), seguindo protocolos clínicos atualizados.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da mobilização nacional: “Estamos orientando que mulheres de 50 a 74 anos façam mamografia pelo menos a cada dois anos, com rastreamento ativo pelas equipes de saúde da família. E se uma mulher a partir dos 40 anos quiser fazer o exame, o profissional deve garantir o acesso. Além disso, atualizamos os medicamentos para tratamento, com os mais modernos disponíveis no SUS, aumentando a chance de sobrevida”.



