Teresina quinta-feira, 10 setembro, 2026

Piauí lidera ranking de exploração sexual infantil no Nordeste, aponta PRF

Piauí lidera ranking de exploração sexual infantil no Nordeste, aponta PRF/Foto: Reprodução/Record TV

Uma investigação recente expôs as táticas utilizadas por aliciadores na região metropolitana de Teresina para explorar sexualmente meninas entre 11 e 15 anos. Os criminosos agem em pontos estratégicos, como margens de rodovias e bares, e chegam a se aproveitar de residências de idosos para ocultar as vítimas.

De acordo com uma reportagem do Domingo Espetacular (Record TV), os aliciadores observam motoristas que demonstram interesse e oferecem programas com adolescentes. Em um dos casos, um homem abordado pela equipe de reportagem afirmou que as menores ficavam em uma casa a menos de 100 metros de distância, sob os cuidados de uma idosa – que já responde por exploração sexual infantil.

Durante uma ação noturna da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi confirmado que o imóvel citado é, de fato, usado para exploração. Apesar de nenhuma menor ter sido encontrada no local no momento da operação, a idosa responsável pela casa já foi presa anteriormente pelo mesmo crime e atualmente responde em liberdade.

O estado possui quase 2.500 pontos críticos mapeados pela PRF, incluindo estacionamentos de caminhões, motéis e cruzamentos isolados. Fatores como consumo de álcool, falta de iluminação e locais afastados facilitam a ação dos criminosos.

A juíza Maria Luísa de Moura Melo e Freitas do Tribunal de Justiça do Piauí, que atua na área de proteção à infância, destacou o peso emocional de lidar diariamente com casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes. “Trabalhar nessa vara de medidas protetivas acaba sendo um adoecimento, porque nos abala, mexe com a gente com o nosso emocional”, relatou.

O desgaste psicológico enfrentado por profissionais que atuam no combate a esses crimes revela a dimensão do problema, que exige não só ações repressivas, mas também suporte emocional para quem está na linha de frente.

A PRF reforça a necessidade de denúncias e maior fiscalização para combater essas redes. Disque 100 ou acione a polícia em caso de suspeita.

(Com informações da Record TV e PRF)

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