
A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), em conjunto com a Polícia Civil, deflagrou nesta terça-feira (4) a Operação Carbono Oculto 86, que apura a infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis no estado. A ação faz parte de uma investigação nacional que mira empresários suspeitos de usar o ramo para lavar dinheiro e ocultar patrimônio.
Segundo as autoridades, 49 postos de combustíveis foram interditados em diversas cidades do Piauí — incluindo Teresina, Parnaíba, Picos, Canto do Buriti e Uruçuí — além de municípios nos estados do Maranhão e Tocantins. As medidas cautelares foram determinadas pela Justiça. Até o momento, não houve prisões, mas empresários estão sendo investigados por suposto envolvimento no esquema.

A investigação identificou uma rede complexa de empresas de fachada, fintechs e fundos de investimento usados para movimentar capitais ilícitos, fraudar o mercado de combustíveis e disfarçar a origem de recursos provenientes do crime organizado.
De acordo com a SSP-PI, as equipes de campo seguem realizando diligências e vistorias nesta quarta-feira (5), totalizando 49 postos interditados. A operação é uma ramificação da Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Militar paulista, considerada a maior ofensiva contra o crime organizado no setor de combustíveis no país.
A Receita Federal apontou que entre 2020 e 2024, mais de 1.000 estabelecimentos apresentaram movimentações financeiras suspeitas, atuando como receptores de valores ilícitos em espécie ou por meio de maquininhas de cartão, que eram posteriormente repassados a contas ligadas à facção.

Mais detalhes sobre o andamento das investigações devem ser apresentados em coletiva de imprensa marcada para esta quarta-feira (5), na sede do Ministério Público do Piauí, com a presença de representantes da SSP-PI, Polícia Civil, MP e Instituto de Metrologia.



