
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o envolvimento da namorada do adolescente por matar os pais e o irmão de 3 anos em Itaperuna, no Norte Fluminense. A jovem, de 15 anos, foi apreendida nesta terça-feira (1º) em Mato Grosso do Sul e deve responder por triplo homicídio e ocultação de cadáver. Apesar disso, a participação dela no crime ainda não foi detalhada pela polícia.
O assassinato veio à tona no último dia 24, quando o próprio adolescente procurou a polícia, acompanhado da avó paterna, para registrar o desaparecimento da família. Ele afirmou que os pais haviam saído com o irmão mais novo, supostamente engasgado com um caco de vidro, e não retornaram. Diante de inconsistências, a polícia iniciou diligências e encontrou vestígios de sangue e forte odor na residência, localizando os corpos na cisterna da casa.
Confrontado com as evidências, o jovem confessou o crime. Ele revelou que utilizou a arma do pai, guardada sob o colchão do casal, e atirou na cabeça dos pais. O irmão, segundo ele, foi morto com um disparo no pescoço. A justificativa, segundo contou à polícia, foi “poupá-lo da dor de perder os pais”.
Após os assassinatos, o adolescente usou produtos de limpeza para tentar disfarçar o rastro de sangue até a cisterna, onde ocultou os corpos. A arma usada no crime foi posteriormente localizada na casa da avó, que a teria recolhido temendo que o neto se machucasse — a polícia não vê indícios de que ela tenha participado ou soubesse do crime.
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Perfil calculista e ausência de arrependimento
O delegado Carlos Augusto descreveu o adolescente como “frio, sem remorso” e com perfil calculista. Segundo ele, o garoto foi direto nas respostas e demonstrou não sentir arrependimento.
“As respostas que ele nos deu foram rápidas e o tempo todo ele se autoafirmava como homem. Tinha um ‘quê’ de psicopatia. Ele pode ter premeditado tudo ou é um menino muito inteligente”, avaliou o delegado.
A Justiça já determinou a internação provisória do adolescente em uma unidade socioeducativa. O caso causou grande comoção em Itaperuna, especialmente pelo contraste entre a imagem pública de afeto demonstrada pela família nas redes sociais e a violência do crime.
As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes da participação da namorada e eventuais outros envolvidos no planejamento do triplo homicídio.



