
O inquérito que apura a morte de Emilly Yasmyn Silva Oliveira, de 24 anos, foi concluído pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O Ministério Público aceitou a investigação e denunciou Hilton Carvalho e Carlos Roberto pelos crimes de feminicídio qualificado e ocultação e destruição de cadáver. Ambos seguem presos.
Conforme detalhado pelo delegado Jorge Terceiro, Hilton foi apontado como autor direto do assassinato. Ele teria contratado a vítima e, após uma discussão por pagamento, imobilizado Emilly com um “mata-leão” antes de estrangulá-la com um fio metálico. Carlos Roberto, conhecido como “Neném”, teria auxiliado na ocultação e destruição do corpo.
As investigações indicam que, na manhã seguinte ao crime, Hilton pediu o carro de um vizinho emprestado sob o pretexto de ir a uma consulta médica. Com o veículo, colocou o corpo de Emilly no porta-malas e seguiu até a casa de Carlos Roberto, onde contou com ajuda para ocultar o cadáver.
A polícia também apurou que Hilton é casado e que a esposa não tinha conhecimento do crime. Ela apenas estranhou o desaparecimento de um lençol, posteriormente identificado como o tecido usado para envolver o corpo da vítima. No momento do crime, Hilton estava sozinho na residência.

O corpo foi incendiado em um terreno e localizado cinco dias depois. Devido à carbonização, o laudo cadavérico não conseguiu determinar a causa exata da morte. Ainda assim, a perícia encontrou um fio metálico ao redor da região do pescoço, elemento compatível com a versão de estrangulamento apresentada no inquérito. A identificação foi confirmada por exame genético após o pai da jovem fornecer material para comparação.
Natural de Petrolina, Emilly trabalhava como garota de programa e estava na capital para atender clientes. No domingo (07), saiu por volta das 18h informando a amigas que encontraria um homem. Desde então, não respondeu mensagens e teve a localização do celular desativada, passando a ser considerada desaparecida.



