Teresina quarta-feira, 25 fevereiro, 2026

Megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha deixa 64 mortos, 81 presos e 93 fuzis apreendidos

Egberto Ras/Enquadrar/Estadão Conteúdo

O governo do Rio de Janeiro divulgou, na noite desta terça-feira (28), o balanço final da Operação Contenção, ação que mobilizou cerca de 2.500 policiais civis e militares nos Complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital fluminense. O resultado foi 64 mortos, sendo 60 suspeitos e quatro policiais, 81 presos e 93 fuzis apreendidos, além de mais de meia tonelada de drogas.

De acordo com o governo, essa foi a maior operação de segurança pública da história do estado. O objetivo principal foi desarticular a estrutura do Comando Vermelho (CV), facção que domina parte das comunidades do Alemão e da Penha, que juntas reúnem 26 comunidades.

Policiais mortos durante megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha/Foto: Reprodução

O governador Cláudio Castro afirmou que o enfrentamento ao crime organizado continuará e que o Estado não vai recuar diante da violência.

“A reação dos criminosos mostra que estamos no caminho certo. O Estado não vai recuar até prender as principais lideranças e devolver a tranquilidade à população. As forças de segurança continuam nas ruas, garantindo a volta para casa e a normalidade da vida dos cidadãos. Nosso compromisso é com a segurança da população e com o enfrentamento das lideranças criminosas”, declarou o governador.

Castro também anunciou que solicitou a transferência imediata de dez lideranças criminosas ligadas ao Comando Vermelho para presídios federais de segurança máxima.

Cenas de guerra e impacto na rotina da cidade

JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

A megaoperação começou nas primeiras horas da manhã e se estendeu por todo o dia, provocando tiroteios intensos, incêndios e ataques com drones por parte dos criminosos. Moradores registraram o cenário de tensão nas redes sociais, que incluía ruas desertas, comércios fechados e ônibus parados.

Imagens mostraram a Avenida República do Chile, no centro do Rio, praticamente vazia em plena hora do rush. Lojas do shopping Rio Sul, na zona sul, encerraram o expediente mais cedo por motivos de segurança.

JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

Operação planejada há mais de um ano

A Operação Contenção é resultado de um ano de investigação conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). As forças policiais seguiram protocolos determinados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), utilizando câmeras corporais durante as ações.

O objetivo principal era capturar integrantes de alto escalão da facção e desmantelar os esquemas de tráfico e armamento pesado na região.

Em fevereiro deste ano, a Advocacia-Geral da União (AGU) emitiu parecer negando o pedido do governo do Rio para o uso de blindados das Forças Armadas em operações de segurança pública. O documento justificou que o pedido só se enquadraria em casos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), o que não foi solicitado formalmente.

Mesmo sem o apoio militar, o governo fluminense afirmou que continuará com operações integradas e que novas ações estão previstas para os próximos meses, com foco no enfrentamento às facções e na retomada do controle estatal nas comunidades.

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