Teresina quinta-feira, 26 fevereiro, 2026

Megaoperação no Rio deixa 121 mortos e se torna a operação mais letal da história do estado

A Polícia Civil do Rio de Janeiro atualizou para 121 o número de mortos na megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na zona Norte da capital, na última terça-feira (28). A informação foi confirmada na manhã desta quinta-feira (30), após registros de corpos chegarem ao IML Afrânio Peixoto, no centro do Rio.

Operação Contenção

Batizada de Operação Contenção, a ação mobilizou cerca de 2.500 agentes das Polícias Civil e Militar, com o objetivo de frear o avanço do Comando Vermelho (CV) e cumprir aproximadamente 100 mandados de prisão. Entre os alvos, estavam 30 suspeitos de outros estados, incluindo membros da facção vindos do Pará.

De acordo com o balanço do governo do estado, dos 121 mortos:

  • 54 corpos de civis foram encontrados no dia da operação;

  • 63 corpos foram localizados por moradores em uma área de mata do Complexo da Penha na quarta-feira (29);

  • 4 policiais morreram durante a ação — dois militares e dois civis.

Além das mortes, a operação resultou na prisão de 113 suspeitos, apreensão de 118 armas (91 fuzis, 26 pistolas e 1 revólver), 14 artefatos explosivos e uma quantidade ainda em apuração de drogas.

O governo classificou a ação como “o maior baque da história contra o Comando Vermelho”, enquanto o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) enviará técnicos ao IML para realizar perícia independente nos corpos.

Letalidade histórica

A operação superou o Massacre do Carandiru, que terminou com 111 mortes em 1992, tornando-se a ação mais letal da história do Rio de Janeiro e do país.

Durante coletiva, o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, informou que o confronto durou cerca de 15 horas, iniciando às 6h e encerrando apenas às 21h.

O secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, afirmou que todos os mortos, com exceção dos policiais, eram “narcoterroristas” e anunciou investigação sobre possíveis fraudes processuais cometidas por moradores que retiraram corpos da mata, alterando a cena do crime.

A operação e o número de vítimas provocaram repercussão nacional e debates sobre o enfrentamento do crime organizado e os riscos para civis e agentes de segurança.

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