
Uma tragédia chocou os moradores de Novo Lino, cidade do interior de Alagoas, após Eduarda Silva de Oliveira, de 26 anos, confessar à polícia que matou a própria filha, Ana Beatriz, de apenas 15 dias de vida, asfixiada com um travesseiro. O corpo da recém-nascida foi encontrado nesta terça-feira (15), enrolado em um saco plástico dentro de um armário de produtos de limpeza na casa da família.
Inicialmente, o caso era tratado como desaparecimento. Eduarda chegou a registrar boletim de ocorrência e apresentou cinco versões diferentes, alegando inclusive que homens armados ou encapuzados haviam sequestrado a criança. Nenhuma das versões, no entanto, foi confirmada por testemunhas, que relataram não ter ouvido nenhum barulho estranho na residência no momento do suposto sequestro.
A reviravolta no caso ocorreu após o advogado de Eduarda convencê-la a revelar a verdade. Ele próprio acionou a polícia. Ao indicar o local onde escondeu o corpo da filha, Eduarda desmaiou e precisou ser socorrida ao hospital.
Em depoimento, a mãe afirmou que matou a filha com um travesseiro após dias de choro incessante da bebê, que estaria com a barriga inchada. A situação foi agravada, segundo ela, pelo barulho de um bar localizado em frente à residência da família. “Ela disse que não aguentava mais aquela situação”, explicou o delegado Igor Reis, responsável pela investigação.
Eduarda foi presa em flagrante e responderá por homicídio qualificado. O corpo da pequena Ana Beatriz foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por autópsia para determinar com precisão as causas e o momento da morte.
O crime gerou forte comoção na cidade e levanta questões sobre a saúde mental materna no puerpério, especialmente em contextos de vulnerabilidade. A polícia segue investigando todos os detalhes do caso.



