
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou insatisfação com 12 deputados do PT que contrariaram a orientação do partido e votaram a favor da PEC da Blindagem, aprovada pela Câmara dos Deputados na noite de terça-feira (16).
A proposta determina que a Câmara e o Senado devem autorizar previamente a abertura de processos criminais contra parlamentares, o que tem sido criticado por setores da sociedade como uma forma de proteção a políticos investigados.
Os parlamentares que se posicionaram contra a orientação do PT foram:
-
Paulo Guedes (MG)
-
Odair Cunha (MG)
-
Merlong Solano (PI)
-
Leonardo Monteiro (MG)
-
Kiko Celeguim (SP)
-
Jilmar Tatto (SP)
-
Florentino Neto (PI)
-
Flávio Nogueira (PI)
-
Dr. Francisco (PI)
-
Dilvanda Faro (PA)
-
Alfredinho (SP)
-
Airton Faleiro (PA)
A maioria justificou o voto afirmando que se tratava de uma contrapartida para avançar pautas do governo e de uma estratégia para barrar a urgência de outra proposta de anistia.
Posicionamento de Lula
Em entrevista à BBC, Lula afirmou que, se fosse parlamentar, teria votado contra a PEC:
“Se eu fosse deputado, eu seria contra e votaria contra. Acho que a maior blindagem que as pessoas precisam é ter um comportamento sem cometer nenhum ilícito na vida. É desagradável ver pessoas tentando se blindar, inclusive colocando o presidente do partido. Ficou uma coisa muito esquisita para a sociedade brasileira compreender.”
Segundo aliados, o presidente avalia possíveis medidas para repreender os parlamentares, embora tenha liberado a base por se tratar de tema de competência exclusiva do Legislativo. Lula enfatizou, contudo, que pessoalmente não apoia a medida e considera importante deixar seu posicionamento claro.



