
A brasileira Juliana Marins, de 26 anos, foi encontrada sem vida nesta terça-feira (24) na trilha do Monte Rinjani, na Indonésia, onde havia desaparecido após sofrer uma queda em um penhasco. A confirmação foi feita por familiares nas redes sociais, com uma nota de pesar agradecendo o apoio e as orações recebidas durante os dias de buscas.
Juliana estava desaparecida desde a noite da última sexta-feira (20), quando escorregou durante uma trilha no vulcão Rinjani, localizado na ilha de Lombok. Equipes de resgate conseguiram se aproximar da região onde ela foi vista pela última vez, mas enfrentaram grandes dificuldades devido ao terreno extremamente íngreme e às condições climáticas adversas.
“Hoje, a equipe de resgate conseguiu chegar até o local onde Juliana Marins estava. Com imensa tristeza, informamos que ela não resistiu. Seguimos muito gratos por todas as orações, mensagens de carinho e apoio que temos recebido”, disse a família no comunicado.
Segundo o Parque Nacional do Monte Rinjani, Juliana foi localizada em uma área de difícil acesso, a mais de 500 metros de profundidade, próxima ao ponto conhecido como Cemara Nunggal. A operação de evacuação envolveu 48 militares e exigiu o uso de equipamentos especializados, além da montagem de um acampamento de apoio durante a noite, diante da impossibilidade de seguir com segurança no escuro.
Juliana era natural de Niterói, no Rio de Janeiro, e estava viajando sozinha pela Ásia desde fevereiro. Em sua jornada, já havia passado por países como Filipinas, Vietnã e Tailândia. Em suas redes sociais, compartilhava fotos de trilhas, mergulhos e outras experiências pelo mundo.
Formada em Publicidade pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Juliana também havia trabalhado em grandes empresas como o Multishow, Canal Off e a agência Mynd. Apaixonada por arte e movimento, praticava pole dance e participava de corridas de rua, inclusive fora do Brasil.
Durante os dias de buscas, a família, amigos e internautas se mobilizaram em correntes de oração. O pai da jovem, Manoel Marins, embarcou para Bali ainda na manhã desta terça-feira, enquanto o resgate era intensificado no local do acidente. A viagem, no entanto, foi marcada por atrasos devido ao fechamento do espaço aéreo no Oriente Médio, após ataques recentes na região.
Apesar da mobilização, a demora no resgate e os desafios enfrentados pelas equipes nas montanhas contribuíram para o desfecho trágico. A morte de Juliana Marins gerou grande comoção nas redes sociais e reacende o debate sobre segurança e suporte a turistas em trilhas e atividades de aventura em áreas remotas.



