Dois irmãos condenados a 18 anos de prisão pelo assassinato de um jovem em Timon, no Maranhão, foram presos na noite da última quarta-feira (27), horas após fugirem do fórum antes da leitura da sentença do Tribunal do Júri.
Os suspeitos, identificados como José Adriano dos Santos Lima, de 30 anos, e Isael dos Santos Lima, de 27 anos, foram localizados em uma residência no povoado Bom Viver, na zona rural do município, durante uma operação realizada por equipes da Divisão de Inteligência e Captura (DICAP) e da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
De acordo com a Polícia Civil, os irmãos participaram normalmente da sessão do Tribunal do Júri, mas deixaram o fórum minutos antes da leitura da sentença. Após a condenação por homicídio qualificado, o juiz determinou a execução imediata da pena e expediu mandados de prisão.
Ainda segundo as investigações, a dupla pretendia fugir para outra cidade na manhã seguinte, mas foi localizada e presa poucas horas depois da fuga.
O crime aconteceu na noite de 20 de março de 2020. A vítima, Luis Fernando Carvalho Vieira, de 21 anos, estava acompanhada da namorada e havia saído para comprar um lanche quando foi vista pelos irmãos e outros amigos em frente a um bar.
Conforme a polícia, os suspeitos acreditavam que o jovem teria praticado um furto na residência da família deles e decidiram “fazer justiça com as próprias mãos”.
Luis Fernando foi perseguido e morto a facadas. Ele sofreu golpes no abdômen, tórax, pescoço, cabeça e rosto. O crime foi presenciado por testemunhas e pela namorada da vítima.
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As investigações tiveram início logo após o homicídio. No local do crime, os policiais encontraram uma carteira com documentos de um dos suspeitos. Segundo a polícia, no dia seguinte ao assassinato, ele ainda tentou registrar um boletim de ocorrência alegando ter perdido os documentos, numa tentativa de despistar as investigações.
A motocicleta utilizada pelos irmãos no crime também foi apreendida. De acordo com a Polícia Civil, os dois chegaram a se apresentar espontaneamente e confessaram o homicídio, respondendo ao processo em liberdade até a data do julgamento.
Um dos condenados já possuía antecedente criminal por porte ilegal de arma.



