
O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a ofertar um novo método contraceptivo gratuito: o implante subdérmico de etonogestrel, conhecido comercialmente como Implanon. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (2) e representa um avanço nas políticas de planejamento sexual e reprodutivo no Brasil.
Com duração de até três anos e alta eficácia, o dispositivo será incorporado à rede pública como parte da estratégia de prevenção à gravidez não planejada. O implante já é amplamente utilizado em diversos países e, no Brasil, deve começar a ser distribuído ainda no segundo semestre de 2025.
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a introdução do Implanon no SUS foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). “Esse implante é muito mais eficaz que outros métodos para prevenir a gravidez não planejada. Essa decisão foi da Conitec, a pedido do Ministério da Saúde, e agora vamos orientar as equipes, fazer a compra e orientar as Unidades Básicas de Saúde de todo o Brasil para já no segundo semestre desse ano começar a utilizar no SUS”, declarou.
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Até 2026, a meta é distribuir 1,8 milhão de unidades, sendo 500 mil ainda este ano. O investimento estimado é de R$ 245 milhões. Hoje, o custo do implante varia entre R$ 2 mil e R$ 4 mil na rede privada.
A secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, ressaltou que a medida contribui também para a redução da mortalidade materna, especialmente entre mulheres negras, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Atualmente, o único método de longa duração disponível no SUS é o DIU de cobre. O novo implante se junta à lista de métodos contraceptivos ofertados, como anticoncepcionais orais e injetáveis, preservativos, laqueadura e vasectomia.
A implantação do novo serviço será acompanhada de capacitação de profissionais da saúde. A inserção e remoção do implante só poderão ser feitas por médicos ou enfermeiros habilitados. A Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps) será responsável por coordenar a implementação nas redes locais.



