
O governo federal prorrogou até 31 de agosto o prazo para adesão ao Desenrola Brasil 2.0, programa voltado à renegociação de dívidas bancárias. O anúncio foi feito pelo Ministério da Fazenda, que informou que as regras da iniciativa permanecem inalteradas e que a medida será oficializada por meio de ato a ser publicado nos próximos dias.
Com a prorrogação, consumidores terão mais tempo para negociar débitos com instituições financeiras, regularizar a situação de crédito e ampliar as chances de acesso a financiamentos e novas linhas de crédito.
O programa é destinado a brasileiros com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e permite a renegociação de dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, que estejam em atraso entre 90 dias e dois anos. Entre os débitos que podem ser renegociados estão os de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
As condições incluem juros de até 1,99% ao mês, descontos que variam de 30% a 90% sobre o valor da dívida, conforme o tipo de crédito e o prazo de pagamento. Além disso, os participantes podem utilizar até 20% do saldo disponível do FGTS, ou R$ 1 mil — o que for maior — para quitar os débitos.
Segundo o Ministério da Fazenda, o Desenrola 2.0 já possibilitou a renegociação de mais de R$ 22 bilhões em dívidas, beneficiando cerca de 9 milhões de famílias. A expectativa é que, com a ampliação do prazo, o programa alcance aproximadamente 10 milhões de famílias.
A prorrogação também deve beneficiar trabalhadores que pretendem contratar financiamentos para compra de carros e motos, permitindo que regularizem pendências bancárias antes de solicitar o crédito.
O governo informou ainda que a extensão do programa não terá impacto adicional nas contas públicas, já que não será necessário realizar novos aportes ao Fundo de Garantia de Operações (FGO).



