![]()
O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o segundo turno da eleição para a Presidência da República. A votação está marcada para o dia 25 de outubro, conforme confirmação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo (4).
Quando o segundo turno foi confirmado, às 20h56, 96,78% das urnas já haviam sido apuradas. Naquele momento, Flávio Bolsonaro registrava 47,39% dos votos, enquanto Lula aparecia com 44,74%.
Às 22h10, os números divulgados pelo TSE apontavam Flávio com 47,07%, ultrapassando 56 milhões de votos. Lula tinha 45,12%, com mais de 53,7 milhões de votos.
A nova votação definirá quem comandará o país pelos próximos quatro anos. Caso seja eleito, Flávio Bolsonaro assumirá o cargo aos 45 anos e ocupará a Presidência anteriormente exercida por seu pai, Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022. A posse está prevista para 5 de janeiro de 2027.
Lula, por sua vez, poderá chegar ao quarto mandato presidencial aos 81 anos. Se vencer, será o primeiro brasileiro a ocupar a Presidência da República por quatro vezes.
Os dois candidatos avançaram ao segundo turno após superar Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Edmilson Dias (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO).
Apuração
Flávio Bolsonaro começou a apuração na liderança e chegou a ultrapassar 50% dos votos nas primeiras horas. Por volta das 19h15, com 64% das urnas contabilizadas, o candidato do PL caiu abaixo desse percentual, mas ainda mantinha aproximadamente cinco milhões de votos de vantagem sobre Lula.
Nos momentos finais da apuração, a diferença entre os dois candidatos caiu para cerca de 2,3 milhões de votos.
Durante boa parte da contagem, Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado permaneceram, respectivamente, nas terceira, quarta e quinta posições.
Votação dos candidatos
Flávio Bolsonaro votou durante a manhã de domingo no Rio de Janeiro, acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro. Após participar da votação, afirmou estar preparado para assumir a Presidência. Em seguida, retornou a Brasília, onde acompanhou a apuração ao lado de aliados.
Lula votou por volta das 9h10 em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O presidente estava acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), além de aliados políticos. Depois da votação, ele acompanhou a apuração em São Paulo, ao lado de familiares e integrantes da campanha.
Chapas
Lula repetiu a composição formada para a eleição anterior, tendo Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente. A chapa conta com o apoio de PT, PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede.
Flávio Bolsonaro concorreu ao lado do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como candidato a vice-presidente. A composição foi definida após negociações do PL para ampliar as alianças no campo da centro-direita.
Republicanos, União Brasil e Progressistas, no entanto, não integraram uma coligação presidencial e declararam neutralidade na disputa.
Campanha
Na fase final do primeiro turno, Flávio Bolsonaro e Lula concentraram parte das atividades de campanha na região Sudeste, que reúne os maiores colégios eleitorais do país.
A disputa presidencial também foi marcada por temas como as decisões envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), o uso de inteligência artificial nas campanhas, as apostas esportivas on-line e o Bolsa Família.
Durante a campanha, publicações nas redes sociais também associaram Flávio Bolsonaro e setores da direita a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O candidato negou a existência de qualquer proposta nesse sentido.
O Bolsa Família também esteve entre os assuntos centrais da disputa. Antes do primeiro turno, Lula anunciou reajuste no valor do benefício, elevando o piso do programa de R$ 600 para R$ 691.



