
O grave acidente registrado em outubro do ano passado na BR-316, em Teresina, que deixou duas pessoas mortas e outras duas gravemente feridas, ainda gera desdobramentos judiciais. O caso envolve o influenciador digital Pedro Lopes Lima Neto, conhecido como Lokinho, e seu ex-marido Stanlley Gabryell, que dirigia a caminhonete no momento da colisão. O veículo atingiu quatro pessoas que caminhavam pelo acostamento da rodovia.
Dez meses após a tragédia, a defesa das famílias das vítimas denuncia que os réus estão em inadimplência com a pensão alimentícia fixada pela Justiça. De acordo com o advogado Josélio Oliveira, a decisão judicial estabeleceu o pagamento de dois terços do salário mínimo para cada filho das vítimas fatais. No entanto, segundo ele, o benefício só foi repassado uma vez por Lokinho e nunca foi cumprido por Stanlley.
“O Stanlley não paga, porque disse que não tem condição. Mas o Lokinho chegou a pagar, se não me engano, uns R$ 1 mil ou R$ 2 mil, mas há inadimplência desde o começo do ano, algo que soma em torno de R$ 12 mil”, relatou o advogado.
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Apesar da determinação de pagamento, a Justiça não realizou o bloqueio de bens dos acusados, sob a justificativa inicial de que não havia risco de inadimplência. Agora, a defesa das vítimas pretende ingressar com um novo pedido para que a decisão seja revista.
Josélio destacou que Lokinho possui bens e valores já bloqueados em outros processos, como uma BMW e quantias apreendidas durante a Operação Jogo Sujo, que investigou influenciadores por suposto envolvimento com esquemas de apostas ilegais.
A defesa das vítimas estuda ainda solicitar um acordo judicial para que seja garantido o depósito de R$ 200 mil, valor que ficaria retido até os filhos completarem 21 anos. Durante esse período, eles teriam acesso apenas aos rendimentos mensais desse montante, estimados em um salário mínimo.
As informações são do Portal O Dia.


