
O deputado estadual Fábio Novo (PT) reagiu com ironia ao processo judicial movido contra ele pelo senador Ciro Nogueira (PP). O parlamentar é acusado de calúnia, injúria e difamação após publicações nas redes sociais sobre a Operação Carbono Oculto 86, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí para investigar um esquema de lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis com possível ligação ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Nas postagens, Fábio Novo relacionou o nome do senador a pessoas investigadas e citou o ex-assessor de Ciro, Victor Linhares, exonerado da Prefeitura de Teresina um dia antes da operação. Em uma das mensagens, o petista afirmou:
“Puxando o fio da meada! O piloto do avião com uma sacola de dinheiro do PCC destinado ao senador! Nos 15 dias finais da eleição passada, pacotes irrigaram muitas eleições de candidatos a vereadores de Teresina!”.
O deputado também compartilhou uma linha do tempo apontando a exoneração de Victor Linhares, o embarque de empresários investigados para São Paulo e a nomeação de Júlio Arcoverde — deputado federal e aliado político de Ciro Nogueira — em seu lugar.
Ao ser informado sobre o processo, Fábio Novo reagiu em tom de ironia em um grupo de WhatsApp que reúne políticos do Piauí, afirmando que esperava ser acionado judicialmente pelo piloto que teria relatado à Polícia Federal o transporte de um pacote para o senador, e não pelo próprio Ciro.
A Operação Carbono Oculto 86 apura a atuação de uma rede criminosa voltada à lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis no estado, com ramificações que, segundo a polícia, podem ter vínculos com facções nacionais.



