
O ex-ministro do Turismo Gilson Machado foi preso pela Polícia Federal nesta sexta-feira (13), no Recife (PE), sob a suspeita de tentar ajudar Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, a obter um passaporte português. A informação foi confirmada por fontes ligadas à investigação.
A prisão ocorre poucos dias após a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido formal para que Gilson fosse investigado. De acordo com a Polícia Federal, ele teria atuado junto ao Consulado de Portugal no Recife, em maio deste ano, com o objetivo de viabilizar a saída de Cid do Brasil, o que poderia configurar obstrução de justiça.
A PF afirma ainda que, em janeiro de 2023, Mauro Cid já havia iniciado tentativas de obter cidadania portuguesa, fato descoberto após a análise de arquivos encontrados em seu celular. As investigações indicam que a movimentação recente para conseguir um passaporte português seria uma estratégia para fugir do alcance das autoridades brasileiras.
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Antes de ser detido, Gilson Machado negou qualquer ilegalidade, alegando que apenas teria feito um contato telefônico com o consulado para tratar da renovação do passaporte de seu pai.
Além da suspeita envolvendo Mauro Cid, Gilson também é investigado por ter promovido, em maio deste ano, uma campanha de arrecadação de doações para Jair Bolsonaro. A Polícia Federal apura se houve irregularidades na condução da campanha.
Trajetória política e carreira artística
Gilson Machado foi ministro do Turismo entre dezembro de 2020 e março de 2022 no governo Bolsonaro. Também presidiu a Embratur e atuou como secretário no Ministério do Meio Ambiente. Em 2022, concorreu ao Senado por Pernambuco, ficando em segundo lugar com 1,3 milhão de votos. No ano seguinte, disputou a prefeitura do Recife e novamente ficou em segundo lugar, com quase 14% dos votos válidos.
Além da política, Gilson é músico e tem uma apresentação marcada com a banda Brucelose no São João de Caruaru, no próximo dia 24 de junho.
As investigações seguem em andamento, e a defesa de Mauro Cid ainda não se pronunciou sobre o caso. A Polícia Federal deverá divulgar mais detalhes nos próximos dias.



