
A Polícia Civil do Piauí deflagrou, na madrugada desta quarta (5), uma nova fase da Operação Carbono Oculto 86, que apura um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e fraudes no setor de combustíveis supostamente ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Os empresários Haran Santiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa, proprietários das redes de postos HD e Diamante, foram alvos de mandados de busca e apreensão. Haran Santiago foi abordado no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, quando retornava a Teresina, e teve apreendidos um notebook, um celular e dinheiro em espécie.

Já Danillo Coelho foi localizado no Aeroporto de Teresina, onde também houve apreensão de valores, um computador e um telefone celular.

De acordo com o secretário de Segurança Pública do Piauí, Chico Lucas, os empresários teriam fugido do estado na terça-feira (4), o que levou o Ministério Público do Piauí (MPPI) a preparar um pedido de prisão preventiva contra os investigados por descumprimento das determinações judiciais e falta de colaboração com as investigações.

A operação revelou uma estrutura empresarial complexa, formada por empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs, que teriam sido usadas para movimentar cerca de R$ 5 bilhões em recursos ilícitos. Entre os bens apreendidos, estão um avião particular pertencente a Haran Sampaio e uma Porsche avaliada em mais de R$ 550 mil.
A decisão judicial assinada pelo juiz Valdemir Ferreira Santos determinou ainda o bloqueio de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas envolvidas, no valor de até R$ 348,7 milhões, além da interdição de 49 postos de combustíveis distribuídos entre os estados do Piauí, Maranhão e Tocantins.

As esposas dos empresários, as gêmeas Thamyres Leite Moura Sampaio e Thayres Leite Moura Coelho, também são investigadas. Elas aparecem como sócias das redes HD e Diamante e de outras distribuidoras que tiveram as atividades suspensas e os bens bloqueados pela Justiça.
As medidas judiciais incluem prisão temporária dos principais investigados, bloqueio e sequestro de bens, suspensão das atividades econômicas das empresas e buscas domiciliares nas residências e sedes das companhias.
O espaço segue aberto para manifestação das defesas dos citados.



