
Um empresário identificado pelas iniciais I.M.C., proprietário de uma autoescola, foi preso na manhã desta sexta-feira (26), em Teresina, suspeito de tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil. Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu após um desentendimento relacionado à instalação de um portão eletrônico.
A prisão preventiva foi cumprida na residência do investigado, localizada no bairro Real Copagre, na zona Norte da capital. A ação foi realizada por equipes da 3ª Delegacia Seccional, com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE).
De acordo com o delegado Eduardo Aquino, responsável pelo caso, a investigação aponta que o crime aconteceu no dia 20 de abril. O empresário teria contratado um metalúrgico para fabricar e instalar um portão eletrônico, mas, após problemas no funcionamento do motor, os dois passaram a discutir e trocar ofensas.
Ainda segundo a Polícia Civil, após o desentendimento, o empresário foi até a casa da vítima já armado. No local, chamou o homem para fora da residência e, quando ele se aproximou do portão, efetuou dois disparos de arma de fogo, atingindo a perna da vítima.
Mesmo com o homem baleado e caído no chão, o suspeito teria apontado a arma para a cabeça dele e feito novas ameaças de morte. Conforme o delegado, o homicídio só não foi consumado porque uma terceira pessoa interveio e conseguiu impedir que o agressor continuasse a ação.
A investigação também revelou que a arma utilizada no crime possuía registro legal, porém foi empregada de forma indevida, configurando desvio de finalidade.
Outro fator considerado pela Justiça para decretar a prisão preventiva foi o histórico de violência atribuído ao investigado. Segundo a Polícia Civil, ele já responde a procedimentos pelos crimes de lesão corporal e injúria e possui diversos relatos de intimidação, comportamento agressivo e conflitos com terceiros, o que, de acordo com as investigações, demonstra um padrão de resolução de desavenças por meio da violência.
Após ser preso, o empresário foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal para os procedimentos de praxe e, em seguida, levado à Central de Flagrantes, permanecendo à disposição da Justiça. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil.



